01/06/09

Fábrica de ideias


Ler no Portugal dos Pequeninos um excelente exemplo da irrelevância que vai na cabeça dos nossos legisladores. Mas, caro leitor, não se ria. Por detrás daquelas palavras aparentemente sem senso esconde-se um pesadelo burocrático e uma visão directa do inferno. Há duas coisas que seria bom que toda gente percebesse. Primeira, os inovadores não fazem barulho com a inovação, limitam-se a fazer o seu trabalho o melhor possível. Segunda, quando vemos legislar sobre inovação podemos estar certos que os legisladores seriam incapazes de inovar o que quer que seja.

A inovação tornou-se, em Portugal, uma doença da linguagem. Inovadores e criadores não se produzem segundo decreto-lei, nem se regulam. Aliás, inovar e criar implicam mesmo desregulação, pensar contra, infringir o que está dado. Mas a imaginação de certos sectores da nossa sociedade é tão estapafúrdia que acha dever regular o irregulável. Só fala em fábrica de ideias quem nunca teve uma única ideia na cabeça, ou então alguém como aquele estudante universitário que vai discutir um trabalho com o professor, e ouve deste que o trabalho apresenta ideias boas e originais. O único problema é que as ideias boas não são originais e as originais são péssimas.

1 comentário:

José Ricardo Costa disse...

Jorge, cuidado com o "percebe-se"! Eu mandei-te um sms mas como podes não ter dado por ele e não te teres apercebido da gralha, faço-o por este meio.

Abraço,

JR