15/09/11
01/02/10
Tanta candura aflige
Com candura, num país em que todos somos mais ou menos cândidos, o ministro das Finanças confessa que se enganou rotundamente na previsão do défice. Mas foi um engano sem intenção. Quer dizer, enganou-se não por perversidade mas por incompetência. E continua no governo? Em última análise, apesar de ser moralmente inaceitável um engano intencional, este seria tecnicamente mais admissível e, como a política não é a moral, também seria politicamente mais compreensível.
O interesse desta história reside na difícil compatibilização entre os imperativos da moral, da política e conhecimento técnico da economia. Se Teixeira dos Santos estivesse calado talvez ainda fosse o melhor. Tanta candura aflige.
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27/01/10
Aristóteles - Administrar uma casa
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Marcadores: Economia, Filosofia, Política, Portugal, Sociedade
25/01/10
A festa do orçamento
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22/01/10
Uma violenta luta
No artigo de hoje, no ionline, Paul Krugman ironiza com as respostas dos banqueiros à comissão de inquérito à crise financeira. Parecem ser as pessoas mais ignorantes, relativamente às consequências dos seus actos de gestão financeira, que há sobre a terra. Mas o que o artigo deixa compreender é outra coisa: a violenta luta que se trava entre aqueles que querem que continue a situação que levou à crise e as forças que defendem a racionalidade da regulação do Estado sobre o sector financeiro. Ainda estamos longe de saber quem ganhou.
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Marcadores: Economia
13/01/10
Morte lenta
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Google vs China
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03/12/09
Que fazer?
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28/11/09
Desporto e virtude
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27/10/09
Da imutabilidade das coisas
Imagem do Ares da Minha Graça.
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21/10/09
O que se esconde no desemprego
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16/10/09
O problema
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06/10/09
A gestão pelo terror
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04/10/09
O fim da aparência sagrada
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O destino dos médicos
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10/09/09
Para os mais distraídos
Para os mais distraídos. Quem pensava que o apertar orçamental era coisa do passado, o senhor Trichet veio lembrar o credo que anima a sua fé. Por cá, mal acabe a pandemia eleitoral, voltará a retórica da consolidação orçamental, da redução do défice, da perseguição aos funcionários públicos, talvez aumentos mais ou menos encapotados de impostos, embora o senhor Trichet ache já são demasiados, etc., etc. Independentemente de quem ganhar as eleições, voltará a velha política, aquela que Sócrates andou a vender durante quase todo o mandato, seja pela mão do próprio, seja pela da dr.ª Ferreira Leite. Portanto, preparemo-nos.
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09/09/09
Aproximações
Segundo o inquérito Transatlantic Trends 2009, as opiniões públicas europeias estão mais próximas de Obama do que estavam de Bush, embora menos entusiásticas as dos países da Europa central e de leste. Percebe-se pelo carisma do presidente americano, por uma aparente inflexão na política externa, mais retórica do que real e, um dado que não deve ser subestimado, pelas preocupações internas de Obama com o serviço nacional de saúde, algo que os cidadãos da velha Europa prezam e cuja destruição, por ventos vindos do outro lado do Atlântico, é temida. É como se Obama, com a sua política de saúde, se quisesse chegar mais à Europa.
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Um retrato
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07/09/09
Revelações
É complexo, para o cidadão comum, o mundo da economia. O clima económico, o que significará esta metáfora metereológica?, parece que melhorou, pelo quarto mês consecutivo. Mas enquanto o clima da economia nacional se adentra pela Primavera e, sorridente, anuncia o Verão, os indivíduos parecem estar a sucumbir às gripes da estação, como se pode ver pela Rodhe, pela Qimonda solar, ou pelo agravamento da queda dos negócios na indústria, durante o mês de Julho. A empresas vão à falência, o sector industrial vende cada vez menos, perde emprego e baixa os salários, mas as expectativas económicas não param de subir. Das duas uma, ou os agentes económicos não são muito racionais, ou a Economia é um saber esotérico, onde a razão foi suspensa em nome de uma qualquer revelação. Talvez quando Portugal não tiver produção industrial, como já não tem produção agrícola, a nossa economia seja um sucesso.
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Marcadores: Economia
04/09/09
Pouco entusiasmo
Começa-se a perceber o óbvio. Os sinais de retoma da economia mundial, apesar da profundidade da crise, estão a esbater o o entusiasmo reformista que atingiu, no auge da crise, as administrações dos países mais ricos. No fundo, há quem pense que o que aconteceu foi apenas devido a uma distracção de uns quantos, e que, hoje em dia, foram desenvolvidos mecanismos económico e políticos que permitem enfrentar com êxito situações críticas como a que se vive. Se assim é, por que razão haveria de se mexer na estrutura internacional que começou a ser desenhada por Thatcher e Reagan? Mas não é apenas os sinais de retoma da economia (sinais aliás contraditórios, segundo alguns analistas) que estão a esfriar o entusiasmo dos políticos nas reformas. É a própria ideologia com que olham o mundo e os interesses a que ela corresponde. Os sinais de retoma são apenas sinais, e podem ser lidos de maneira contraditória. O que vai ser determinante é o escopo ideológico e os interesses que aí se representam, e que estruturam as decisões a tomar. O entusiasmo reformista não nasceu de uma outra compreensão da relação entre economia, política e sociedade, nasceu do pânico. Debelado o pânico, o paciente esquece a medicação.
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