31/01/10
30/01/10
Michael Haneke - O Laço Branco
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13/07/09
Marguerite Duras - India Song 2
Não, o filme de Marguerite Duras, India Song, não envelheceu. Os trinta e quatro anos que passaram não lhe trouxeram rugas nem cabelos brancos. É tão verosímil, ou inverosímil, hoje como o deve ter sido em 1975. A questão que se pode colocar é se aquele objecto é, de facto, um objecto pertencente à categoria “cinema”.Marguerite Duras diz: “Como eu tenho uma espécie de desgosto em relação ao cinema que tem sido feito, enfim, da maior parte do cinema que tem sido feito, eu queria retomar o cinema do zero, numa gramática bem primitiva… bem simples, bem primária: recomeçar tudo”.
Em India Song as vozes estão deslocadas dos corpos. Os corpos pairam em cenários difusos, são transformados em fantasmas. Os fantasmas aparecem mas não falam. A palavra, seja diálogo ou narrativa, é exterior, uma espécie de comentário à dança corporal que as imagens exibem. Aqui há a conexão com o cinema primitivo, o cinema mudo onde as imagens são acompanhadas ou comentadas por uma música exterior. No filme de Duras, é a própria palavra que é exterior. Na tradição grega, a grandeza do herói reside tanto nas grandes acções como nas grandes palavras, prática e teoria conjugavam-se para tornar memorável, e por isso imortal, um homem.
O cinema, porém, é um produto moderno e a modernidade vive da separação, do cisma entre teoria e prática [em Descartes é tão luminoso o cisma que o filósofo se vê obrigado a adoptar uma moral (princípios práticos) provisória]. A verdadeira essência do cinema é essa separação entre o agir e o falar, por isso o cinema verdadeiro é o cinema mudo, onde apenas existe a mobilização dos agentes para e na acção. Percebemos assim uma estranha conexão entre o agir moderno e o agente fantasmático, como se toda a natureza do homem moderno fosse a de um fantasma, cuja imagem aparece, é literalmente aparição, mas não tem voz.
Mas não é a modernidade o “lugar” onde todos têm voz, onde todos acedem ao espaço público? Onde todos têm voz, já ninguém tem voz. A voz é um princípio aristocrático e não democrático. Mas na modernidade, essa modernidade cuja essência se revela numa arte mecânica como o cinema (que “estranhas” relações se podem estabelecer entre a mecânica e a cinemática), não se disseram e não se dizem coisas interessantes? Sim, mas Duras mostra no filme, de uma forma cruel, o alcance do dizer moderno: puro comentário. A voz na modernidade é comentário, sobreposição nascida da separação, voz que vem do além. Na modernidade não há heróis, pois às grandes acções não correspondem grandes palavras.
India Song é uma história de amor. Não. É um comentário narrativo a uma história de amor. Melhor, é um exercício cinematográfico que tenta conjugar o que não tem conjugação: a história e o amor. Não há histórias de amor. Onde penetrou a história morreu o amor. O filme de Duras fala-nos de tudo isso: da separação entre palavra e corpo agente, entre história e amor, entre modernidade e pré-modernidade (a Índia, o Ganges, os leprosos, tudo isso que já não vemos, apenas suspeitamos), fala-nos essencialmente da mortalidade a que estão confinados, por terem perdido a voz, os que cometem grandes acções.
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12/07/09
Marguerite Duras - India Song
Este fim-de-semana o averomundo tem feito gazeta. Bem podia, agora, sentar-me e escrever um ou dois postais para dar vida a este sítio. Mas vou antes lá para dentro ver isto. Não vi na devida altura, em 1975 ou 1976. Comprei-o há dias. Temo, porém, que o filme tenha envelhecido de tal maneira que hoje já não faça sentido. Como muitos dos que têm formação em Filosofia, habituei-me a não dar importância às datas de edição e publicação dos objectos culturais. Platão ou Aristóteles são tão actuais hoje como no tempo deles. Mas esta actualidade acrónica de certos objectos culturais só funciona mesmo com aqueles que são universais. Verei daqui a duas horas se o filme de Duras se aguenta com mais de 30 anos em cima.
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07/05/09
Sobre posters, cartazes e Ideias
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Rato's Movie Posters
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16/04/09
Somewhere Over The Rainbow - Judy Garland
Para a leitora Maria Correia.
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15/03/09
Heimat-Trilogy (Heimat / Heimat II / Heimat 3)
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02/03/09
Apocalypse Now..Ride Of The Valkyries (Richard Wagner)
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01/02/09
Luchino Visconti - O Intruso (L'Innocente)
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29/01/09
Douglas Sirk - The Tarnished Angels (1957)
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26/01/09
Douglas Sirk - Write on the Wind - Dorothy Malone (1956)
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25/01/09
Douglas Sirk - Imitation of Life (1959)
Continua a minha viagem pelo universo melodramático de Douglas Sirk.
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24/01/09
Michael Powell & Emeric Pressburger - A Matter of Life and Death (1946)
Interrompi a viagem pela filmografia de Douglas Sirk, para uma intromissão na dos realizadores britânicos Michael Powell e Emeric Pressburger. A Matter of Life and Death é uma reflexão sobre como o amor é capaz de suturar os mundos mais distantes, sejam os que estão separados por um oceano, sejam aqueles cuja fronteira divide o reino dos vivos do reino dos mortos. A Matter of Life and Death é uma belíssima, comovente e, ao mesmo tempo, divertida obra de arte.
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23/01/09
Douglas Sirk - All I desire (1953)
Contínua a minha viagem pelo universo melodramático de Douglas Sirk, um realizador excepcional, como é excepcional aqui Barbara Stanwick
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22/01/09
David Lynch - The Straight Story
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Douglas Sirk - Magnificent Obsession -Jane Wyman & Rock Hudson (1954)
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08/01/09
Slavoj Zizek - Lacrimae Rerum
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06/11/08
Brigitte Bardot & Jeanne Moreau
O fundamental é que não se perca a boa disposição, mesmo numa manhã fria como a de hoje. Será possível que o mundo já tenha sido assim tão ingénuo?
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Jeanne Moreau - Le tourbillon de la vie (in Jules et Jim)
No mundo, talvez só haja uma coisa que nunca me deixe de surpreender: a beleza de uma mulher.
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