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16/08/09

Nuno Ribeiro

Nuno Ribeiro

Esta casa não está transformada num blogue de ciclismo. Mas ter andado todo o tempo da Volta a fazer postagens sobre ciclismo e não haver uma referência à Volta deste ano, parece-me excessivo. É um facto que há muitos anos deixei de me interessar por este desporto, como pela generalidade dos outros. A paixão desportiva tem a sua pátria nessa terra encantada que é a infância e a adolescência. Depois, ou se desenvolve a razão e se olha com outros olhos as competições desportivas, ou a pessoa recusa-se a crescer e prolonga até à morte a atitude agonística presente em toda a paixão pelo desporto. Calhou-me, talvez com pouco mérito meu, a primeira hipótese. Olho com alguma razoabilidade para o fenómeno desportivo e, confesso, que ele já pouco me emociona. Mas essa terra encantada da infância persiste dentro de nós e é ela que me chama quando escrevo sobre o ciclismo. É também uma outra coisa. O ciclismo, aliás como o futebol, vieram até mim por intermédio do meu pai. Escrever sobre estas coisas é uma forma de me sentir próximo dele, uma espécie de culto aos mortos, aos mortos significantes. Aqui fica, assim, a homenagem ao homem que hoje ganhou a nossa pequena Volta. Não será pior nem melhor que os meus heróis de há quarenta anos, mas nunca terá lugar, por culpa da idade que tenho, no panteão da minha memória.

Volta a Portugal - algumas memórias XIII

Joaquim Agostinho

Há nomes grandes no ciclismo português que traçam a rota da modalidade no nosso país, nomes como José Maria Nicolau, Alfredo Trindade, Ribeiro da Silva, Alves Barbosa ou Marco Chagas (aquele que mais vezes, quatro, venceu a Volta a Portugal). Joaquim Agostinho, porém, foi o único ciclista português de classe internacional. Venceu três Voltas a Portugal, alcançou um segundo lugar na Vuelta a Espanha e dois terceiros no Tour. Era, no seu tempo, um dos grandes nomes do pelotão internacional. Quando morreu, aos 41 anos e vítima de um estúpido acidente numa prova, ainda competia, como se quisesse compensar ter começado tão tarde (aos 25 anos) na modalidade. Aqui termina, com o fim da Volta logo à tarde, esta deambulação pela minha memória do ciclismo nacional.

15/08/09

Volta a Portugal - algumas memórias XI/XII

Mário Silva e Pedro Moreira

Junto aqui dois ciclistas bem presentes na minha memória. Têm palmarés dissemelhantes, melhor o do portista, mas como o blogue é meu, junto quem me apetecer. Mário Silva ganhou a Volta (1961) muito novo, tinha apenas 21 anos. Na Volta do ano seguinte ganhou o Prémio da Montanha. Na altura, era sempre apontado como um dos candidatos ao triunfo na prova, mas o melhor que alcançou foi um 3.º lugar. António Pedro Moreira nunca obteve uma classificação brilhante na Volta a Portugal (o melhor que conseguiu foi um 7.º lugar), mas está associado na minha memória às metas volantes, um enigmático prémio existente na Volta a Portugal, não sei se noutras. Ganhou o prémio das metas volantes três vezes (1966, 67 e 68). Ganhou ainda a classificação por pontos (camisola verde) em 1966. Ambos eram nomes emblemáticos dos respectivos clubes.

14/08/09

Volta a Portugal - algumas memórias IX/X

Joaquim Andrade e Venceslau Fernandes

No ciclismo nacional, para além dos três grandes do futebol, há equipas que fazem parte da mitologia da disciplina. Já aqui falámos do velho Ginásio de Tavira. Podia falar no Águias de Alpiarça, em cuja pista, ainda muito novo, cheguei a ver provas. Mas talvez o mais mítico desses clubes seja o Sangalhos. O grande corredor da terra bairradina foi, sem qualquer dúvida, Alves Barbosa (ganhou as Voltas de 1951, 56 e 58 e participou no Tour), mas dele não me lembro enquanto corredor. As minhas figuras míticas do Sangalhos são os irmãos Oliveira (Herculano e Celestino) e Joaquim Andrade. Este ganhou a volta de 1969, a segunda que era disputada por Joaquim Agostinho. Junto, neste post, outro grande ciclista que correu pelo Sangalhos (embora tivesse corrido por muitos outros clubes, entre eles o curioso Benfica de Luanda), Venceslau Fernandes. Ambos, Andrade e Fernandes, nasceram no ano de 1945, mas Venceslau só venceu Volta em 1984, correndo por uma marca, a Ajacto.

13/08/09

Volta a Portugal - algumas memórias VII/VIII

Leonel Miranda & Fernando Mendes
Como ontem, devido a um imprevisto, não foi possível vir ao blogue, faço hoje, para compensar, uma heresia e junto um corredor do Sporting e outro do Benfica, nesta peregrinação à minha memória ciclística. São dois nomes grandes do pelotão dos anos sessenta e início de setenta. Leonel Miranda nunca ganhou a Volta a Portugal. Fernando Mendes ganhou em 1974, no ano da Revolução. Em compensação, Leonel Miranda ganhou o Prémio da Montanha (1967), a classificação por pontos (1968, 69 e 70 - Mendes ganhou em 72, 73 e 74). Ambos ganharam uma vez a classificação das metas volantes. Outra coisa que ambos tiveram em comum foi o terem sido ensombrados pelo fenómeno Joaquim Agostinho. Não fora isso, e os seus nomes seriam ainda maiores no panorama do ciclismo nacional.

11/08/09

Volta a Portugal - algumas memórias VI

Américo Silva

Américo Silva ganhou a Volta a Portugal de 1968, envergando a camisola do Sport Lisboa e Benfica. Curiosamente essa Volta foi dominada pelo Sporting. Ganhou por equipas, ganhou no Prémio da Montanha com um tal Leonel Moreira (mas não sei se este nome está correcto, se não será Leonel Miranda) e ganhou a classificação por pontos, através de Leonel Miranda. E o Sporting teve ainda uma outra vitória na Volta desse ano. A estreia do super Joaquim Agostinho, que ficou em segundo lugar. Valeu aos benfiquistas, como eu, a classe de Américo Silva e a conquista das metas volantes pelo inevitável Pedro Moreira.

10/08/09

Volta a Portugal - algumas memórias V

Jorge Corvo

Apesar de ter terminado a sua carreira em 1967, lembro-me perfeitamente de Jorge Corvo fazer parte do pelotão da Volta à Portugal. Recordo-me, também, de ler nos jornais desportivos (li-os desde muito cedo, embora já não olhe para eles há muitos anos) que o tavirense era um grande corredor. Nunca ganhou a nossa Volta, embora tivesse obtido três segundos lugares. Fazia parte de uma equipa mítica do ciclismo nacional, o Ginásio de Tavira. Quem quiser saber um pouco mais de Jorge Corvo poder consultar aqui.

09/08/09

Volta a Portugal - algumas memórias IV

João Roque


Eis um dos grandes ciclistas portugueses dos anos sessenta, João Roque. Ganhou a Volta a Portugal em bicicleta em 1963, e era sempre um dos grandes candidatos à vitória final na Volta. À escala nacional, era um dos grandes contra-relogistas. Tenho a memória, talvez incorrecta, de ter sido João Roque quem descobriu o super Joaquim Agostinho. Pelo menos eram ambos do concelho de Torres Vedras. Pode-se ver mais informação sobre João Roque aqui.

08/08/09

Volta a Portugal - algumas memórias III

Joaquim Leão

Joaquim Leão é um dos nomes mais antigos do ciclismo nacional, de que me recordo em actividade. Ciclista do Futebol Clube do Porto, ganhou a volta de 1964, tinha apenas 21 anos. Nas voltas posteriores, era sempre apontado no lote dos favoritos, mas nunca mais retornou ao primeiro lugar da nossa Volta. No Paixão pelo Porto pode ver-se aqui e aqui mais algumas referências sobre um dos grandes nomes do ciclismo português da década de sessenta.

07/08/09

Volta a Portugal - algumas memórias II

Antoine Houbrechts

Nos últimos dez anos, apenas dois portugueses ganharam a Volta a Portugal em bicicleta (Vítor Gamito e Nuno Ribeiro). Esta tendência é, porém, relativamente recente. Até 1974 sódois estrangeiros tinham ganho a Volta. Em 1973, o espanhol Jesus Manzaneque (Caves Messias). O primeiro estrangeiro a vencer a nossa Volta, a trigésima, foi o belga Antoine Houbrechts, no ano de 1967. Corria na altura pela Flandria, uma equipa também belga. Esta foto pertence a Houbrechts mas a correr numa outra equipa. Tanto quanto me lembro, a Flandria equipava de camisola vermelha com uma risca branca ao centro.

06/08/09

Volta a Portugal - algumas memórias I

Peixoto Alves
Peixoto Alves é o primeiro ciclista do Benfica de que me lembro ter ganho uma Volta a Portugal, no ano de 1965, ainda eu não tinha feito 9 anos. Isso quer dizer que, nos anos anteriores, o Benfica não ganhara qualquer Volta a Portugal. Desde 1959 que os vencedores eram corredores do Futebol Clube do Porto (Carlos Carvalho, Sousa Cardoso, Mário Silva, José Pacheco e Joaquim Leão, cf. aqui), com a excepção do ano de 1963 em que triunfou o sportinguista João Roque. De todos os ciclistas mencionados, o único de que não tenho memória certa é do portista Carlos Carvalho. Os outros lembro-me bem de eles correrem, o que não quer dizer que me lembre de eles terem ganho a Volta. O primeiro vencedor de que tenho memória é mesmo Peixoto Alves, não fosse ele do Benfica. Julgo que no ano seguinte já não correu, pois emigrara para França.

05/08/09

71.ª Volta a Portugal em Bicicleta

Joaquim Agostinho
Começa hoje a Volta a Portugal em bicicleta. Embora já não me interesse pelo fenómeno, guardo sempre uma recordação grata do ciclismo. Como já disse uma vez, nos anos sessenta e setenta a Volta a Portugal era uma espécie de continuação, em bicicleta, do campeonato de futebol. Para isso contribuía a presença dos três grandes do futebol no ciclismo. Hoje já praticamente não há clubes na Volta, apenas marcas, mas ainda assim subsistem o Boavista, o Louletano e o Tavira, mas julgo que este Tavira não é o velho Ginásio de Tavira. De vez em quando, o Benfica tem uma crise hormonal e lá se lembra de compor uma equipa de ciclismo, como tributo à roda de bicicleta do seu emblema. Mas a coisa passa rápido, considerando o preço da aventura e da nostalgia. Daqui a pouco começa, então, a nossa pequena Volta, uma voltinha à nossa dimensão.

22/08/08

Volta a Portugal e Benfica

Dei hoje realmente conta que se está a correr a Volta a Portugal em bicicleta. Tomei também consciência que o Benfica tem uma equipa de ciclismo. Para além de fazer jus à roda de bicicleta do emblema do clube, ainda não compreendi o sentido do Benfica andar no ciclismo. Se o Sporting e o Porto lá estivessem, esse anacronismo ainda faria sentido. Assim, a competir contra marcas disto e daquilo, qualquer vitória ou derrota é irrelevante. O ciclismo há muito que é pasto do mercado publicitário e os grandes clubes só têm sentido na oposição entre si. Sem os seus grandes rivais, Benfica, Sporting ou Porto são meras irrelevâncias.

10/08/07

A Volta Portugal - VI Joaquim Agostinho

Joaquim Agostinho, o maior ciclista
português de todos os tempos.

A Volta a Portugal - V Marco Chagas

Marco Chagas correu pelo Águias de Alpiarça e pelo FC do Porto

A Volta Portugal - IV Fernando Mendes

Fernando Mendes um dos grandes nomes do ciclismo do Benfica.

A Volta a Portugal - III João Roque

João Roque um dos grandes nomes do Sporting
e o homem que descobriu Joaquim Agostinho

A Volta a Portugal - II Alves Barbosa


Um dos primeiros grandes nomes do ciclismo de que me lembro de ouvir falar. Corria pelo Sangalhos.

A Volta a Portugal - I José Maria Nicolau e Alfredo Trindade


José Maria Nicolau (Benfica) & Alfredo Trindade (Sporting) - Foram estes homens que fizeram por todo o país o nome dos dois clubes.

29/07/07

Jacques Anquetil - Tour de France

Terminou o Tour de France, a mais importante prova de ciclismo do mundo. Depois de múltiplos escândalos e percalços, ganhou um espanhol, um tal Alberto Contador, da Discovery Channel Team. Para hoje, uma pequena homenagem a uma das primeiras memórias que tenho do ciclismo internacional, mais por ouvir dizer do que por me lembrar dele a correr, Jacques Anquetil. Este francês ganhou 5 vezes o Tour (1957, 61, 62, 63, 64). Graças ao YouTube há hoje direito a um pequeno vídeo com uma vitória de Anquetil, em 1962.