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08/11/09
Uma vitória de Barack Obama. A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou a proposta de reforma do sistema de saúde, que prevê o alargamento da cobertura médica a quase toda a população norte-americana. Falta agora a votação no Senado, para os EUA, em matéria de Saúde, darem um passo para fora das trevas medievais. Mais um passo...
18/09/09
Um retrato do país
"Estudo conclui que maiores hospitais do SNS são ineficazes e sugere que as reformas do Governo podem não estar a seguir o melhor caminho". A saúde em Portugal tornou-se um verdadeiro drama. Quem não tem dinheiro para recorrer à caríssima medicina privada, a generalidade dos portugueses, sujeita-se àquilo que os serviços públicos têm para dar. E o que têm para dar é cada vez menos. Por exemplo, como terá evoluído o número de pessoas sem médico de família (neste concelho, parece ter aumentado substancialmente)? Depois, a política de concentração seguida está a esvaziar muitas unidades hospitalares e a criar monstros de ineficácia. Por fim, nem para isto há sequer dinheiro (isto, por exemplo), pois mesmo os serviços que se prestam, com os atrasos e condições que se conhecem, custam uma fatia orçamental excessiva para o país. O Serviço Nacional de Saúde sempre foi o retrato fiel do país que somos. Os interesses que o sugam, aqueles que gostavam de se apoderar das unidades de saúde, a incapacidade de organizar e tornar eficiente uma instituição do bem comum, o drama das gentes que apenas a ele podem recorrer. No meio de tudo isto, há milhares de excelentes profissionais que devem desesperar da situação a que se chegou, há vocações desgastadas pela ineficácia e pela intromissão constante dos reformadores.
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Jorge Carreira Maia
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04/09/09
Afinal é do iodo
Tanto mistério em relação ao baixo desempenho dos portugueses em matéria de estudos, tantas estratégias, aulas de substituição, apoios pedagógicos, tanto esforço ministerial e tudo para nada. O problema é do iodo ou da falta dele. "A baixa de iodo na gravidez pode condicionar alterações no desenvolvimento intelectual das crianças no futuro." Oitenta por cento das grávidas, segundo um estudo nacional, têm níveis de ingestão de iodo baixos. Bem me parecia que tínhamos um qualquer problema... Enfim, mais valia que o governo tivesse fornecido iodo às futuras mães, em vez daquilo que semeou pelas escolas deste país. Com tanta falta de iodo, como poderíamos ficar bem classificados nos estudos internacionais sobre educação?
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Jorge Carreira Maia
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01/09/09
A magia das previsões
Uma das crenças mais arreigadas do senso comum é o da bondade das previsões, então se suspeitarmos que elas se fundam em dados estatísticos... Desde que a Física se tornou uma Física matemática, com Galileu e Newton, que o homem aprendeu a prever, com alguma fiabilidade, certos acontecimentos físicos. Isso, por exemplo, permite colocar uma avião no ar, electricidade em casa, etc., etc. Entusiasmados com o sucesso da Física, os homens ocidentais deitaram-se a fazer previsões sobre tudo, nomeadamente sobre os acontecimentos sociais. Por exemplo, os economistas têm como principal fonte de prazer, eu diria de um prazer quase sexual, fazer previsões que vão alterando. Prevêem tudo, desde a taxa de inflação atá ao PIB. Na verdade, acabaram, por exemplo, por não prever a crise financeira que, segundo parece, estava diante dos olhos de toda a gente. Mas a prática da adivinhação não se resume à economia. Agora é no campo da Saúde, onde não há dia em que não sejamos brindados com previsões sobre o surto epidémico de uma doença qualquer. Agora é a Gripe A. A Direcção Geral de Saúde estima que 11% dos portuguesas irão ser atingidos pelo vírus nas estações frias. Aguardamos, com natural ansiedade, as próximas revisões, em alta ou em baixa, para nos tranquilizarmos e sabermos que o nosso mundo, enquadrado na sabedoria da previsão, ainda continua o mesmo. Para que serve a constante divulgação deste tipo de dados? O que pode fazer o cidadão comum com esta extraordinária informação? Nada. Mas por que estamos sempre a ser bombardeados por previsões ditas científicas? Pelo mesmo motivo que os homens de outrora iam consultar o oráculo de Delfos, uma bola de cristal, o voo das aves ou as entranhas de um animal sacrificado: construir um esquema de crenças que permitam dominar o futuro. Este, todavia, mantém-se inalteravelmente obscuro e nunca esclarece a face com que se vai apresentar diante dos atónitos seres humanos. Felizmente.
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Jorge Carreira Maia
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23/08/09
Uma vida política animada
Há uma coisa que é inegável: nos EUA a política é levada muito a sério e está longe do consenso mole que infestou a vida cívica dos países europeus. O caso mais notável é o da luta do Presidente Obama para instituir um sistema nacional de saúde. Cerca de 1/6 da população americana não tem qualquer tipo de assistência médica e Obama quer fazer frente a esse défice. A oposição fora e dentro do seu partido é enorme. As companhias de seguros nem querem ouvir falar do projecto Obama, bem como uma enorme multidão de médicos. A guerra tem sido bem dura e tem custado perdas grandes de popularidade por parte do Presidente. Extraordinário é o epíteto que os adversários do projecto lhe dão: um sistema de saúde socialista. Os EUA são o retrato fiel de uma sociedade onde a aristocracia nunca existiu, e onde certos valores provenientes do antigo regime não foram incorporados. Por isso, a vida social é de uma dureza sem paralelo nos países civilizados. Que morram milhões de pessoas anualmente por falta de assistência médica é coisa que não afecta parte considerável dos americanos. Nos EUA o dinheiro, símbolo do triunfo social, é bem mais importante do que as pessoas. Quem não o tem, e por isso está impedido de aceder aos seguros de saúde, não merece ter assistência médica. A morte sem assistência é a contrapartida do mérito. A cruzada de Obama não é apenas contra os interesses instalados, mas também contra uma maneira de pensar e de representar a sociedade e os seres humanos. Vai ser uma guerra dura e nada garante que Obama a ganhe. É animada a vida política dos americanos.
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Jorge Carreira Maia
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28/09/08
Planeamento em Portugal
Portugal é um país com elevada capacidade de planeamento. Vejamos o caso dos médicos. Neste momento, trabalham já em Portugal 4287 médicos estrangeiros e o governo prepara-se para permitir mais contratações de médicos sul-americanos (Público). Outro caso notável de planeamento é o do excesso infinito de professores que foram produzidos país fora. Perante tão notáveis casos, as perguntas que devemos fazer são as seguintes: que forças se movimentaram pela noite para que as universidades portuguesas não produzissem atempadamente os médicos de que, segundo parece, necessitamos? Que forças se movimentaram para que escolas superiores de educação e universidades produzissem tanto licenciado na área da educação? Responder a estas questões pode ajudar a perceber aquilo que somos. É um exercício tão interessante como a compreensão da história das casas camarárias no município de Lisboa.
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Jorge Carreira Maia
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Marcadores: Escrito na areia, Política, Saúde
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