24/09/11
21/09/11
Sol na eira e chuva no nabal
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07/09/11
O Cristo do Facebook
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27/02/10
O fechamento em si

Mas o que de mais tenebroso pude assistir foi à intervenção do próprio Estado, através do sistema educativo, na propagação do narcisismo, do autismo, da absorção das crianças e dos jovens em si mesmos. O que é notável neste processo de destruição da vida pública não é o zelo das famílias e o apostolado de certos psicólogos e psiquiatras. O notável é o próprio Estado, que deveria estar preocupado com esta tendência de auto-absorção dos cidadãos, ter sido a principal alavanca do ensimesmamento a que se assiste. A destruição da vida pública nasce pela iniciativa dos responsáveis políticos, como se uma pulsão de morte os habitasse. Não vou perder tempo com exemplos, pois são tantos que o leitor sempre encontrará vários para ilustrar estas afirmações.
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26/02/10
O espírito de união nacional
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Um espectáculo extraordinário
Esta suspeição sobre a Procuradoria-Geral e as afirmações de José António Saraiva no parlamento são mais um sintoma de profunda degradação que atingiu a Justiça em Portugal. À nossa frente desenrola-se o mais extraordinário dos espectáculos, pior que um tornado ou um tsunami, um espectáculo que ameaça não deixar pedra sobre pedra. Mas o mais preocupante deste espectáculo é que ele deixa os espectadores impávidos e serenos, como se a desagregação das instituições (seja pela perversão efectiva da sua acção, seja pela calúnia de alguém demente) não afectasse minimamente a maldita vidinha que nos cabe viver.
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25/02/10
Previsibilidades e revoluções

Afinal aquela velha história de Kant, provavelmente um mito urbano da Konigsberg do século XVIII, que contava que as donas de casa acertavam o relógio pela passagem do filósofo, pois ele fazia sempre o mesmo passeio à mesma hora, não é assim tão extraordinária. Pelo contrário. Um estudo na revista Science prova que 93% das movimentações humanas no espaço são previsíveis. Sejam pessoas que fazem centenas de quilómetros diários, sejam aquelas que apenas percorrem algumas centenas de metros, todas têm em comum o facto dos seus percursos serem previsíveis.
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24/02/10
Reforma aos 67 anos
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19/02/10
Vontade de vomitar
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Marcadores: Sociedade
15/02/10
Morrer de frio
Esta notícia mostra que aquela ideia peregrina de que Portugal é um país de clima temperado não passa de uma valente idiotice. Idiotice essa que, durante muito tempo, dispensou os construtores de casas de as prepararem para o frio. Mas a notícia é ainda o espelho de uma outra coisa. Espelha a miséria endémica e uma sociedade absolutamente desequilibrada, que nem os dinheiros provenientes da União Europeia conseguiram disfarçar. Portugal, um dos países da União onde mais se morre de frio.
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Carnaval
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13/02/10
2. A lei da natureza e a virtude infeliz

Retomemos a leitura de Justine, de Marquês de Sade. No post anterior foi sublinhada a natureza totalitária dos universos descritos por Sade e referida a sua função arquetípica na história da Europa contemporânea. Esses universos são, por seu turno modelados, na caverna platónica. Em cada uma das situações onde Justine se vê envolvida, tanto as vítimas como os algozes libertinos estão, como os prisioneiros da caverna de Platão, presos, submetidos à força. As vítimas submetidas à violência da coacção física, os libertinos, à violência do desejo.
Que lei rege estas cavernas platónicas? O próprio texto a explicita claramente. Desde ladrões e valetes de quarto a aristocratas, passando por burgueses, religiosos e homens de ciência, como o médico incestuoso, pedófilo e assassino, todas enunciam a mesma legalidade, a de um universo social regulado pela lei da natureza. Esta ao fazer uns fracos e outros fortes estabelece o padrão do que cabe a cada um na vida social. A uns fez fracos e vítimas e a outros, fortes e carrascos. O desejo ou a luta entre desejos, num prolongamento da filosofia de Hobbes e antecipando Hegel e Freud, é crucial na visão de Sade. O desejo liga os homens à natureza e entre si, tornando uns senhores e outros escravos. O desejo é, contudo, a manifestação da razão. A razão natural que se inscreve na capacidade e poder, físicos e intelectuais, com que cada um se apresenta ao mundo. Um prolongamento de certos concepções sofísticas contra as quais pensaram Sócrates, Platão ou Aristóteles.
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Marcadores: Filosofia, Literatura, Pensar, Sociedade
12/02/10
Uma sociedade doente
Esta notícia mostra a insanidade a que se chegou em matéria de sexualidade e o tresloucamento que vai na cabeça do legisldor. O rapaz, de facto, portou-se mal ao fazer um filme de um acto sexual privado, uma felação, e o ceder a uns amigos, que fizeram o favor de o espalhar pela escola. Mereceu pagar a indemnização à parceira, mereceria ainda uns bons açoites. Mas a acusação que o levou ao banco dos réus, acusação de acordo com a lei em vigor, revela a doença mental que atravessa as nossas sociedades. O rapaz foi a julgamento, e condenado a uma multa, por crime de pornografia de menores. Ele tinha acabado de fazer 16 anos. Ela tinha 15. Quem faz estas leis? Uma sociedade que instiga, a partir do próprio poder, à sexualidade, à educação sexual nas escolas, que permite todo o tipo de exibição do sexual, depois acha que uma filmagem de um acto sexual consentido entre dois miúdos é pornografia de menores. Se o rapaz fosse condenado por violação da privacidade, seria compreensível. Isto mostra apenas que estamos intoleravelmente doentes. Diga-se, em abono da verdade, que a justiça foi, contrariamente a outras situações, até bastante responsável. Mas o legislador...
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07/02/10
Instabilidade ortográfica
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05/02/10
1. Universos totalitários – sexo, dor, dominação e totalidade
Genericamente, as pretensas experiências sexuais a que, contra-vontade, a virtuosa Justine é exposta são, na sua essência, experiências de universos totalitários. Nos vários episódios que lhe acontecem, o que se depara ao leitor são mundos fechados, onde um exercício despótico de poder se manifesta em toda a sua amplitude, a qual vai até ao poder sobre a vida das vítimas. O horizonte das experiências sexuais narradas, onde se inclui o prazer sexual proveniente da violência sobre o outro, é esse universo ocluso, onde a única liberdade pertence aos libertinos que o comandam.
Justine começou por ser um conto denominado Os Infortúnios da Virtude, escrito por Sade em 1778, na prisão da Bastilha, cerca de dois anos antes do início da Revolução Francesa. O conto evolui para o romance que comentamos, que é publicado em 1791, cerca de dois anos depois do início da referida Revolução. Poder-se-ia, não sem propriedade, ver nesta obra de Sade o anúncio profético do período do Terror (entre finais de Maio de 1793 e finais de Julho de 1794). Nele, os jacobinos, sob égide de Robespierre e da facção da Montanha, suspenderam todas as liberdades e garantias dos cidadãos, perseguiram e assassinaram a seu bel-prazer os adversários bem como os próprios jacobinos sobre os quais recaísse suspeita de falta de zelo revolucionário.
Mas os universos descritos por Sade, que aparentemente são apenas universos sexuais e não políticos, anunciam já uma realidade bem mais tenebrosa do que o tenebroso período do Terror da Revolução Francesa, anunciam os universos totalitários que tomaram conta da Europa na primeira metade do século XX, universos que se prolongaram pelo mundo fora, como o mostra a terrível experiência do Cambodja. Não se está apenas perante tiranias. As relações que algozes e vítimas estabelecem na narrativa de Sade prefiguram os regimes políticos totalitários, onde todas as esferas da vida social estão submetidos ao Estado, e àqueles que exercem o poder dentro desse Estado. A dominação paranóica que as grandes figuras dos regimes totalitários, de esquerda e de direita, exercitaram não é diferente daquela que encontramos exercidas pelos libertinos nos diversos mundos pelos quais passa a infeliz Justine. O próprio prazer que esses libertinos extraíam da dominação e da submissão absoluta das vítimas, bem como da violência que sobre elas exerciam, pode estender-se ao prazer que os mais destacados elementos dos regimes totalitários do século XX encontraram no exercício do poder. A própria organização burocrática de certos “mundos” descritos por Sade (por exemplo, o do mosteiro ou o da casa do médico/mestre-escola) prenuncia já o princípio organizacional que presidiu à Shoah nos campos de concentração nazis ou os gulags soviéticos.
Não devemos, porém, ficar siderados pela terrível experiência dos regimes totalitários. Se olharmos para os universos de muitas empresas na era da globalização, a sua semelhança com o narrado por Sade é completa. Que o resultado de muitas das hipermodernas técnicas de gestão seja a doença psiquiátrica e o suicídio dos funcionários deve permitir compreender a conexão entre esses mundo e aqueles que Sade descreve. De Sade a certas empresas globais, com as suas impiedosas técnicas de gestão de recursos humanos, passando pelos regimes totalitários, há um fio condutor, o do desejo que pode. E por poder, esse desejo aniquila os outros desejos, aqueles que habitam os outros, os que não podem, começando por exigir submissão, passando pela subversão do desejo desse outro, acabando na sua morte.
Sade não é importante apenas pela revelação literária do sadismo. É importante também porque é uma das figuras centrais da modernidade ao desenhar os universos oclusos e totalitários onde a praxis sádica pode ocorrer. Não há sadismo consentido. Toda a dor para causar prazer, neste universo sádico, tem de provir daqueles que a sofrem contra-vontade. Daí, a necessidade do espaço concentracionário de natureza totalitária, daí a inquietante actualidade do divino Marquês.
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Marcadores: Filosofia, Literatura, Pensar, Política, Sociedade
04/02/10
Ainda sobre a regionalização
Em abstracto até compreendiam a ideia da democratização e da autonomia das colónias africanas, mas a prudência não aconselhava aquelas aventuras."
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03/02/10
Carne de porco tipo viagra
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02/02/10
Indústrias da avaliação
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Uma outra visão da cultura gaseificada
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Esta entrevista ao Público, do psiquiatra e psicanalista Christope de Dejours, merece ser lida de uma ponta a outra com muita atenção (quem ainda tiver aprendido francês pode ler também esta ao jornal L'Humanité). Ambas as entrevistas mostram como os locais de trabalho se tornaram, ou estão a tornar, em espaços concentracionários de natureza absolutamente totalitária. Escolhi o excerto acima, mas poderia ter escolhido qualquer outro da entrevista. É este modelo totalitário que está a ser importado para os serviços públicos. Por exemplo, era isto, e ainda é, que o Ministério da Educação queria, e quer, impor aos professores.
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01/02/10
Uma triste história
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