España, España...
Um atentado em Bilbau não é, em princípio, uma grande novidade. Marca, porém, a decisão dos sectores bascos mais radicais de continuarem, através da violência, a busca da independência. Depois da falência da política de Zapatero para o País Basco, depois da prisão, às ordem do super-juiz Baltazar Garzón, de grande parte da direcção do Batasuna, o problema basco continua irresolúvel, uma espécie de doença crónica que atormenta Espanha.O problema, porém, não se resume ao reacender da violência etarra. Há a contestação da figura do Rei por parte de certos sectores da extrema-direita, não lhe perdoam a visão democrática. Também a extrema-esquerda e certos sectores da esquerda começam a exprimir um anelo republicano e a desrespeitar a imagem de Juan Carlos e da família real. Por fim, o nacionalismo catalão, sem a violência do basco, mostra-se, cada dia que passa, mais pujante. Imagine-se o que irá pela cabeça do clero castelhano, das chefias militares centrais, para não falar dos saudosos do franquismo.
Lentamente, parece que qualquer coisa se está a deslassar, a perder consistência. Aqui e ali surgem já os primeiros buracos. Será que a União Europeia e força da economia serão suficientes para assegurar a existência de uma Espanha pacificada? As economias também se degradam e a União Europeia que futuro terá? Para nós, portugueses, nada haveria de pior do que uma Espanha entregue ao tumulto.

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