Educação europeia: um flop global
A União Europeia constata que os progressos realizados em matéria educativa, entre 2000 e 2007, ficaram muito aquém das expectativas e que os progressos realizados pelos 27 são muito limitados nas 5 áreas definidas, com excepção do aumento dos licenciados nas áreas da matemática, ciência e tecnologia (ler aqui).Os outros indicadores de referência são: 1. reduzir em pelo menos 20% a percentagem de alunos de 15 anos com competências de leitura pobres (para 15,5 por cento); 2. reduzir a taxa de abandono escolar para 10 por cento; 3. conseguir que 85 por cento dos jovens (dos 20 aos 24 anos) completem o ensino secundário; 4. conseguir que a taxa de participação da população adulta na aprendizagem ao longo da vida atinja os 12,5 por cento.
Portugal está abaixo da média europeia em todos os indicadores, embora tenha um bom desempenho no indicador “aumento de licenciados nas áreas da matemática, ciência e tecnologia”.
Mas o que estes números mostram, mais uma vez, é a completa inadequação das políticas educativas às finalidades que os próprios políticos colocam. A ideologia dominante na área da educação, aquela que vigora em Portugal, mas também por toda a Europa, tem um efeito deletério não apenas nas escolas, mas também nas comunidades. Os resultados falam por si.
A estratégia tem sido, como em Portugal acontece, burocratizar o sistema de ensino e a profissão docente, ao mesmo tempo que se reduz as exigências escolares dos alunos. Os resultados falam por si. Chegou a altura de pôr em causa o tipo de políticas seguidas e abandoná-las de uma vez por todas.
O que temo, porém, é que, perante o flop, a estratégia seja intensificar ainda mais o caminho que se tem seguido.

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