04/11/08

Patres familias

Os jogos florais em torno do BPN mostram a essência do regime. As posições de Constâncio, Cadilhe e todos quanto orbitam a questão são o espelho de um país onde a política, os negócios, a universidade e as carreiras "independentes" dentro do aparelho de Estado se confundem. O problema não está na precipitação da nacionalização, nem na regulação serôdia ou temporã da vida do BPN. O problema é que o país é muito pequeno e os mesmo aparecem vezes demasiadas nos mais diversos lugares, como se estes fossem poucos, ou aqueles fossem os únicos. No fundo, é tudo uma família, onde os Presidentes da República não passam de meros patres familias, umas vezes mais severos, outras mais bonacheirões, mas sempre patres familias. O regime não é um regime político, mas uma família grande que se protege entre si, ao mesmo tempo que cada um tenta passar a perna ao primo mais próximo.

Sem comentários: