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25/12/09

Fra Angélico - Natividad


24/12/09

Botticelli - Natividad Mística (1500)


23/12/09

22/12/09

Piero della Francesca - La Natividad (1472)


30/10/09

Enigmas




Mas mais enigmático é a representação de Baco. O que terá acontecido para que o impetuoso e vingativo deus Diónisos, ou a sua encarnação romana, Baco, que se transforma em leão para devorar gigantes, sejam muitas vezes representados por um jovem imberbe, muitas vezes de face andrógina, como neste quadro de Caravaggio? Por outro lado, o que terá levado o pai do barroco italiano a representar de forma tão serena, tão apolínea, o deus do excesso e da embriaguez? A serenidade e a calma representação de Baco são de tal maneira gritantes que, ao olhar o quadro, penso mais no Sócrates do Banquete, de Platão, do que no velho deus servido por Sátiros ou Faunos.

Mas ao representar Baco desta forma e ao dissimular-se no jarro de vinho, talvez Caravaggio quisesse sugerir que o verdadeiro Baco era ele, figura silvestre sempre disposta para o excesso e a desmedida, e não aquele jovem delicado que pega na taça de vinho de uma forma tão pouco viril.

19/09/09

Simónides de Céos


A pintura é uma poesia silenciosa e a poesia, uma pintura que fala.

08/12/08

El Greco - La Inmaculada Concepción


28/11/08

João Queiroz na Quadrado Azul

Óleo s/tela, sem título - 2008 (do site da Galeria Quadrado Azul)

João Queiroz é, hoje em dia, um dos mais importantes nomes da pintura contemporânea portuguesa. Até 20 de Dezembro, estarão expostas nove pinturas a óleo, na galeria Quadrado Azul, em Lisboa. Marcada pela formação orginal do pintor, fez Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa, a exploração do conceito de paisagem remete para uma dimensão metafísica, ou antes para a presentificação da ideia de paisagem no mundo sensível, que é a tela e os materiais pictóricos que lhe dão vida e movimento.

22/07/08

Perante o espelho

R. Magritte - The Art of Living


Estou sentado, num quarto de hotel, diante de um espelho. Escrevo enquanto me olho. Os cabelos que ainda restam estão já bastante brancos, a barba também. Não é um exercício de narcisismo. Como seria possível? Nem, tão pouco, de nostalgia, embora ainda há tão pouco fosse incapaz de pensar-me assim. O efeito do espelho perturba-me. Nunca escrevi diante de espelhos e aquilo que vejo são os despojos da vida. Iludimo-nos, quando somos novos, pensando que o corpo é um princípio de afirmação, mas agora o espelho revela a verdade, o corpo é o que fica daquilo que foi consumido. Da vida apenas se tem direito a ver o que resta. Oiço o concerto em C minor, BWV 1060, de Bach, num estranho arranjo, e é isso que me permite escrever perante a imagem que o maldito objecto insiste em devolver-me. Fecho os olhos e a música continua, arrasta-me. Sigo-a e esqueço-me, perdido na exactidão matemática que se desprende do que oiço. De facto, é verdade que Deus muito deve a Bach.

13/05/08

Robert Rauschenberg - Recife Azul

[Siglo XX. Transvanguardia/Figuración - Neo-Dadaismo. 1984]

Morreu a noite passada o pintor norte-americano Robert Rauschenberg. Para alguns aspecto biográficos ver informação no Público. Para ver reproduções das suas obras clicar aqui (tem de procurar pelo nome) e aqui.

10/05/08

Sobre pintura e desenho de Gustav Klimt - Quarenta e seis

[Roma, Galleria Nazionale d'Arte Moderna]

46 - Gustav Klimt - Die drei Lebensalter der Frau, 1905 [As três idades da mulher]

Quarenta e seis

Se tudo fosse apenas aquele instante em que
reclinas a cabeça sobre a infância que te coube,
e os rios deixassem de correr para o mar
e o vento recusasse tocar uma a uma
as folhas hirtas e leves das árvores,
se tudo assim fosse e o teu corpo viesse despido
fender o ar das ruas por onde passo,
sentar-me-ia na esplanada mais desabrigada
e esperaria a infinita passagem dos teus olhos
adormecidos perante o espanto dos meus.

Jorge Carreira Maia, Sobre pintura e desenho de Gustav Klimt, 2008

09/05/08

Sobre pintura e desenho de Gustav Klimt - Quarenta e cinco

[Viena, Secession]

45 - Gustav Klimt - Beethovenfries - Die feindlichen Gewalten (Detail): Die drei Gorgonen: Krankheit, Wahnsinn, Tod, 1902 [Friso Beethoven – As forces hostis (detalhe): as três Górgonas: doença, loucura, morte]

Quarenta e cinco

Vieram ao mundo as filhas de Fórcis e de Ceto,
a esplêndida deusa dos mares, a que na beleza
escondia a face de um monstro, o abismo terrível
onde a pele sedosa se transforma na áspera
carapaça do animal ou o tranquilo
e azul mar da manhã em tempestade ao meio-dia.
Que estranha sabedoria é esta que esconde
na mais delicada aurora os traços sombrios
da noite rude e invernosa? Foi desse teu corpo,
um vórtice nele havia, que brotaram as forças hostis
e soltas vieram pelo mundo. Se nelas havia beleza,
a que as filhas herdam das mães,
os olhos, humanos e divinos, não a viram.
Apenas a ausência de luz se encontra naqueles
olhares frios, gélidos como as terras áridas
banhadas pela lava impiedosa do vulcão.

Que ódio trazias no regaço quando Fórcis
te tomou e no leito nupcial deixou a semente
dos males que haveriam de tingir a roxo
o sangue vermelho dos homens. São belos
os corpos despidos se a juventude os toca, mas logo
a avara doença, filha que chocaste no fel, se derrama
e o vigor é apenas a seca palha arrastada
pelo ingénuo sopro dos ventos. Quebrados pela dor,
lancetados pela amargura, aguilhoados pelo destino,
despem-se homens e mulheres da beleza e mirram
na poeira do leito onde jazem recostados
ao seio frio e murcho da filha que trouxeste,
por esses dias de desespero, no ácido ventre que te coube.

Entre os mais promissores dos mortais,
onde a razão virá a ser a luz
que ilumina planícies e montanhas,
lançaste tu, filha de Ponto e Geia, o rasto
insensato que te saiu do ventre para enlouquecer,
ao meio-dia, aqueles que os deuses benevolentes
quiseram favorecer com o prudente dom da razão.
Insidiosa veio a loucura e com andar sussurrado
ou como um cavalo tomado pela dor,
se atirou para o campo de batalha a dizimar
os melhores entre os melhores,
a fechá-los na escura gruta do pensamento,
para que se perdessem em devaneios de sangue
ou nos prados de ervas azedas e odor sulfúrico.
Assim vão caindo os melhores
enlaçados pelo abraço que saiu do teu ventre
e com eles somos nós, dia e noite, arrastados
pelo mais torpe sonho que a beleza poderia plantar
no esquálido jardim que se ergue sobre o mar.

O que fez, impiedosa deusa, tremer a colina
de teu coração para que de nós, rasos mortais,
doentes e loucos, te apiedasses? Rasgaste-nos
o corpo, açoitaste o espírito, enviaste o tirano
e quando se ouviu o lobo a uivar
lembraste-te que também esse lobo
doente tivera um dia a forma que cobre
homens e deuses e os subtrai ao convívio
dos animais perdidos no avaro mundo.
Presa ao sublime ocaso, o sol
a mergulhar ao longe nas águas do mar,
a revestir de vermelho o fundo oceano,
teu pai, dizem, o coração, se os deuses
o possuem no peito brilhante,
foi-te tocado por um sentimento misterioso
e as negras imagens dos homens consumidos
pelo amor das tuas filhas acendeu para nós,
ó incomparável mãe, uma esperança.
Se os corpos se entregam à ruína e os espíritos
à demência, melhor será que mergulhem no mar
infinito onde não há água, ou peixes, ou plâncton,
e deixem sombrear a alma sem norte no nada,
alívio desejado daqueles que na vida são
atormentados pela face das filhas que te saíram
do ventre. Foi com piedade que enviaste sobre nós
a tua terceira filha, outra górgona de cabelos de serpente,
a espalhar nos exércitos derrotados o sabor suave
e luminoso da tecedeira. Fizeste de nós mortais,
roubaste-nos uma eternidade de dor e loucura,
engrandeceste, mãe, o destino de uma alma que se perde
e nesse nada onde se esvai encontra salvação
do fogo que a consome e da sede que devasta cada gesto
e o expõe ao riso sórdido do moscardo,
insecto amarelo que habita no coração dos deuses
e faz de nós um pobre pano de algodão que se rompe
mal o meio-dia passa e o ponteiro ao de leve se inclina
para ocidente, a casa sombria que te ergueram
para longínqua habitação.

Jorge Carreira Maia, Sobre pintura e desenho de Gustav Klimt, 2008

08/05/08

Sobre pintura e desenho de Gustav Klimt - Quarenta e quatro

[Nova Iorque, colecção particular]

44 - Gustav Klimt - Bewegtes Wasser, 1898 [Água em Movimento]

Quarenta e quatro

Move-se a água onde dormem mulheres cansadas,
ali encontraram repouso e oferecem ao frio e às
correntes o corpo despido e os cabelos
a ondular como se um vento líquido os tocasse.
Cansaram-se dos jardins de areia e pó; traídas
pelos deuses da terra, dão-se em holocausto
às divindades aquáticas, esperando uma
redenção de cinza que as permita flutuar
e assim retornar à luz do dia e oferecer os corpos
àqueles que amaram na obscura passagem
pelas ruas e avenidas de onde para a água fugiram.
Deusas esquecidas no movimento do mar,
sereias exíguas perdidas nas planícies
que o homem jamais vindimou, para onde apontam
as vossas mãos se o horizonte na linha de água
há muito se afundou?

Jorge Carreira Maia, Sobre pintura e desenho de Gustav Klimt, 2008

07/05/08

Sobre pintura e desenho de Gustav Klimt - Quarenta e três

[Viena, Secession]

43 - Gustav Klimt - Beethovenfries - Die Sehnsucht nach dem Glück (Detail), 1902 [O Friso Beethoven – A nostalgia da felicidade]

Quarenta e três

É tão incompreensível o gesto abandonado
em que cruzas os dedos e com as mãos
assim ordenadas esperas, o corpo nu
e o seio desvelado, que os tempos, aqueles
em que te rias diante dos olhos que te amavam,
voltem resplandecentes de luz e glória,
a fina glória que os corpos ainda jovens
apresentam ao olhar ávido daquele
que os espreita, a carne brilhante e firme,
a pele não enrugada pelo pouco uso
que a vida ainda dela fez.

Se te olho é porque já não sei a palavra
com que te chamava, nos dias em que uma
chama me queimava os intestinos e no ardor
que me acometia era o teu nome que me
saltava da boca e me fazia rastejar
pelo chão do quarto, perdido na penumbra
da tarde onde nascia, sem saber de onde,
um perfume a flores secas que me faziam
lembrar aquele chapéu de palha;
então o punhas e desfilavas perante mim
e com o ar marcial que arvoravas
deixavas os seios desenharem-se breves
nessa camisa que julguei ser o uniforme
onde te fechavas e do mundo te esquecias.

Eram tempos de fortuna, as flores cresciam
pelos bordos da estrada, faziam tufos de cor,
deixavam um odor a mundo que começa
pelos sítios onde caminhavas e coleccionavas,
num herbário pardacento, pétalas que o tempo
secara, como se anunciassem as rugas que a tua
pele haveria de ter, mesmo longe do calor
dos meus braços. Desses dias, resta a nostalgia
que te faz cruzar as mãos e te deixa
um traço tão amargo que o olhar
se inclina, sob o peso da solidão,
para o sítio mais negro onde não há lugar
para uma sombra, uma nuvem ou um riso,
feroz riso que, sob a estridência dos dias,
esconde a vergonha verde de uma súplica.

Jorge Carreira Maia, Sobre pintura e desenho de Gustav Klimt, 2008

06/05/08

Sobre pintura e desenho de Gustav Klimt - Quarenta e dois

[Viena, Österreichische Galerie]

42 - Gustav Klimt - Adam und Eva (unvollendet), 1917-18 [Adão e Eva (inacabado)]

Quarenta e dois

Repousava Eva na sonolência de Adão
como se ainda não sentisse um corpo
no seu corpo ou um coração fosse
apenas um buraco negro e vazio, o sítio
perdido que não tem lugar nos jardins
a que os homens, em nome de Deus,
chamaram, pelo calor dos Verões, paraíso.
No seu olhar, pressinto já a dor
de Inês e no abandono pueril de Adão
ressoa o desassossego futuro que tomou
conta da mão de Pedro, feroz mão de Adão
libertada da vida tranquila, entre
árvores e flores, pela astúcia da serpente.

Se Inês, naquelas horas de ternura, assim
se encostava ao corpo de Pedro
não era a inquietação de eros que a movia,
mas o inacabado sonho que, de mulher em mulher,
veio de Eva e, na árida terra que recebemos
em herança, vê um jardim criado à sombra
de uma botânica divina. Os olhos de Eva
são agora a luz da pobre Inês e na névoa
que se ergue perante eles já não vê serpentes,
nem do mundo as feras convenções,
mas apenas a água que corre nos rios do paraíso
onde Adão mergulha para a abraçar
como se Eva fora a Inês que Deus lhe dera.

Jorge Carreira Maia, Sobre pintura e desenho de Gustav Klimt, 2008

05/05/08

Sobre pintura e desenho de Gustav Klimt - Quarenta e um

Viena, colecção Dichand

41 - Gustav Klimt – Danae, 1907-8 [Dánae]

Quarenta e um

Adormecera a bela princesa no cativeiro
que o rei, para do destino se proteger,
desenhara num lugar onde campos e mares,
pássaros da tarde ou animais da manhã,
jamais sentissem o seu cheiro de mulher
e o desejo daquele corpo fosse levado
a inquietar os homens e do ventre sulcado
pela paixão viesse o implacável assassino.
Descuidada na sua prisão, solitária na cela eterna,
deixa Dánae o seio desvelado e a coxa entreaberta.
Aquilo que os homens aos homens proíbem
oferece-se aos deuses e Zeus sentiu o coração
insaciado e nos olhos divinos não havia outros
que os da cativa que também a ele tem cativo.
Rumina o deus o destino a dar à sua paixão
enquanto sonha com o seio branco e o corpo nu
e as florestas onde ocultos haveriam de se dar,
ela a sua pele branda e mortal e ele o hálito vivo
de quem pela morte não será tomado.
Enquanto pensa e ronda a prisão vê o deus
a telha quebrada. Nuvem é agora Zeus
e batido pelo Sol deixa cair de si a chuva de ouro;
a branca e virginal princesa a acolherá
na lâmina aberta por onde virá o filho do deus
cumprir, na tranquilidade da tarde, o destino
que pertence àqueles que na terra dele fogem.

Jorge Carreira Maia, Sobre pintura e desenho de Gustav Klimt, 2008

04/05/08

Sobre pintura e desenho de Gustav Klimt - Quarenta

Colecção Particular

40 - Gustav Klimt - Garten auf dem Hügel, 1917 [Jardim sobre a colina]

Quarenta

Quando te sentavas numa breve clareira
e com os dedos desenhavas montes e flores,
suaves arbustos presos à luz que se desvanece,
rosas e gerânios, talvez amores-perfeitos,
violetas tardias ou pequenos miosótis,
eu via reflectida na face que te iluminava
a imagem de Deus a criar o paraíso
e a desenhar no pó da terra o corpo de Eva,
esse teu corpo que agora se esconde
na colina onde tudo soletra o nome
que te deram e me inclina o coração
para te tomar em meus braços
como se colhesse cada flor
para a elevar ao céu vinda do chão.

Jorge Carreira Maia, Sobre pintura e desenho de Gustav Klimt, 2008

03/05/08

Sobre pintura e desenho de Gustav Klimt - Trinta e nove

Wien, Österreichische Galerie

39 - Gustav Klimt - Schloss Kammer on the Attersee III [Palácio de Kammer, no Lago de Atter III]

Trinta e nove

Um espaço inacessível a quem não se torna imponderável
e se ergue ao meio-dia como se a gravidade não existisse
e tudo fosse um enorme e único vazio. São assim as frases
com as quais abandonas a harmonia e entras
na liça onde tudo se submerge. De onde vem a água, perguntas
nesses instantes em que as sombras se reflectem
no campo lavrado, lago assim lhe chamam. A casa atrai-me
e deixo que os pés me levem, como se asas fossem, para lá
da fronteira e reencontro o mundo, o mundo da infância, dizem-me,
recoberto de silêncio e flores aprumadas pelo ofício
do divino jardineiro. Ao longe, havia uma serra, não a ferocidade
das grandes montanhas, cinzelada no calcário,
de onde sopravam ventos a amainar as tardes de calor,
a cobrir de pó as giestas, a orvalhar as rosas, se as havia.

Quando um olhar atento cai e encontra uma face,
é a tua face que se aproxima na distância, inacessível
distância que a tudo cobre com a sua voz de alcateia,
ou o pulsar exacto das mãos que escavam as nuvens,
brancas nuvens aos céus ocultam. Daquelas janelas, depois
de teres entrado pela porta invisível, espreitaste o mundo
e esperaste que as estações do ano passassem e tu com elas,
a contar primaveras, à espera de um beijo sobre a face
e um ramo de rosas para cerzir a inacessível distância
e calar a alcateia que havia na tua voz, quando uivavas
de cio, se os ventos da serra não vinham amainar
os calores de Julho, o ano sempre os traz, e os homens
não resistiam aos ferozes decretos da gravidade.

Jorge Carreira Maia, Sobre pintura e desenho de Gustav Klimt, 2008

01/05/08

Sobre pintura e desenho de Gustav Klimt - Trinta e sete


37 - Gustav Klimt - Desenho


Trinta e sete

Não levantes os braços.
Jamais voarás como
aqueles pássaros que
desprezam a linha
do horizonte
e vogam perfeitos
pela limpidez
dos céus.

Desconhecem da terra
a raia
juncada por rosas
e trepadeiras,
talvez buganvílias
onde te escondes
na sombra da tarde
que sobre a folhagem
ao de leve cai.

Jorge Carreira Maia, Sobre pintura e desenho de Gustav Klimt, 2008

Quinta-feira de Ascensão - feriado municipal

Luis Tristán - Ascensión. Siglo XVI. Renacimiento/Manierismo. Retablo de la vida de Cristo. Parroquia de San Benito Abad. Yepes. Toledo. España.