07/05/09
06/05/09
Metamorfoses I
pela afiada esquina onde se desfaz o tempo
sopra um ardor de fuligem branca
e os povos esquecidos da transumância
ganham asas e cantam ao fim da tarde
onde havia fantasmas de seda
e rebanhos de metal
há agora um presépio de origami
sentado espero que o cansaço vá
e sou todo eu citadino
e se vejo o ronco azul de um carro
viro os olhos
e dobro uma folha de papel
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
22:54
0
comentários
Marcadores: Poesia, Poesia - em mim
Soft Machine Tale of Taliesin
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
22:52
0
comentários
Marcadores: Música
De novo a questão da liberdade
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
21:16
1 comentários
Marcadores: Política
03/05/09
O declínio da liberdade de imprensa
Vão maus os tempos para a liberdade de imprensa. Só 17% dos habitantes do mundo beneficiam de uma imprensa livre. Portanto, a liberdade de imprensa é um luxo, um artigo raro. Isso mostra também a profunda dificuldade que o poder tem em lidar com a opinião livre. Mesmo nas democracias, com a excepção daquelas que estão há muito consolidadas, a tentação do poder político é diminuir a liberdade de expressão. Nós conhecemos, nestes últimos anos, algumas ameaças disso. Mas o mais curioso é aquilo que o Público relata: «O relatório nota que a Itália e Israel desceram da categoria de "países livres" para a de "países parcialmente livres", no que é entendido pelos autores do documento como um exemplo do declínio da liberdade de imprensa em regimes democráticos.» Israel poderemos perceber, mas a civilizada Itália? Retenham-se duas ideias: países parcialmente livres e declínio da liberdade de imprensa em regimes democráticos. Iremos continuar a ouvir falar delas.
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
20:10
2
comentários
01/05/09
O preço da abjuração
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
19:48
1 comentários
30/04/09
De crise em crise...
A crise gripal veio juntar-se à crise económica e financeira que atinge o mundo. Ao medo do empobrecimento juntou-se o terror da morte. Estes acontecimentos são reveladores de algo que o nosso modo de vida civilizado tende a escamotear: a natureza intrinsecamente insegura e enigmática da vida. Por muito que as nossas construções intelectuais e a nossa acção tentem fazer para obviar a esse carácter estranho da existência num corpo dotado de vida, as situações de crise, ainda por cima se são globalizadas, vêm mostrar a desmesura das pretensões do homem moderno, do homem que tudo quer pôr em segurança, como se a vida pudesse ser resguarda por uma qualquer companhia seguradora.
Perante as pandemias gripal e a financeira que atingem agora a comunidade global dos homens, nada melhor do que olhar para a própria palavra crise e entender o que nela está a ser dito e pensado, desde a antiguidade clássica. A palavra grega κρίσις (krisis), palavra que deu origem ao nosso vocábulo, significa, para além de crise, "acção ou faculdade de separar, de discernir"; "luta, litígio, processo"; "decisão, juízo, sentença"; "resultado, desenlace". Como se percebe, o campo semântico é muito mais complexo do que aquilo que estamos habituados a pensar quando empregamos a palavra crise.
Sublinharia r a dimensão judicativa presente na ideia de crise. Todas as crises são uma espécie de litígio em forma processual, no qual deve interferir uma faculdade de julgar (discernir), que acabará por pronunciar uma sentença, um juízo, uma decisão. Por norma, nas crises vemos apenas a sua superfície, isto é, a perturbação que elas introduzem no decurso normal das coisas. Recusa-se, o hábito instalado, a ver mais do que isso e não percebe ou, de certa maneira, não quer perceber, que aquela crise é de facto um processo onde as nossas opções vitais e sociais, existenciais em suma, estão a ser julgadas. É evidente que na experiência helénica da κρίσις (krisis) ressoa toda uma ambiência metafísica, presente por exemplo no fragmento de Anaximandro, que submete os homens e até os deuses ao juízo da Moïra. Dito de outra maneira, todas as crises são um julgamento divino. Não por acaso, elas foram sempre e em todo o lado vistas como esse julgamento e a execução de uma sentença ditada pelo divino.
Esta visão metafísica, tão estranha ao nosso modo de pensar, não é outra coisa, porém, do que uma "divinização" das potências naturais, vitais e sociais que o homem não controla e que as sente separadas de si e opostas a si mesmo. Este reconhecimento tradicional é um escândalo para a consciência moderna. Nós hoje, graças ao papel da ciência, podemos explicar tudo. A verdade, no entanto, é que a humanidade, em cada grande crise, não deixa de sentir confusamente que potências que ela não controla se voltam contra ela. Se nas sociedade não modernas, os acontecimentos críticos poderiam ser sentidos com dor e até com um sentimento de injustiça, nelas não faltava, todavia, a clara noção de se estar perante um julgamento. Nós, homens modernos, sentimos a dor, a injustiça do estado crítico, mas não compreendemos sequer que estamos a ser julgados, e julgados pelas potências naturais, vitais e sociais que nos rodeiam e que já não são, por nós, percebidas enquanto potências, encadeados que estamos pelo clarão do nosso poder científico. Na máxima clareza que a ciência proporciona esconde-se uma zona de sombra, prelúdio das trevas mais intensas que a razão não domina. Mas talvez seja nessa zona de penumbra que o homem possa aceder àquilo que da crise poderá resultar. Pois toda a crise significa também um resultado que se alcança, um desenlace que supera o estado crítico e relança a existência noutro patamar.
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
10:12
1 comentários
27/04/09
A gripe suína
Andávamos todos preocupados com a gripe das aves. Esta, porém, tem teimado em manter-se numa situação estacionária. Mas para demonstrar que são falíveis os cálculos humanos, a natureza decidiu presentear a espécie com uma nova ameaça de pandemia, a gripe suína. De um dia para o outro, esta forma de gripe saiu do anonimato e causou dezenas de mortos no México e está a contaminar pessoas aqui e ali. A modernidade criou a ilusão da segurança. Pensamos que, usando o cálculo e a diligência, conseguimos eficazmente resguardar a humanidade das ameaças que a natureza traz consigo. Não conseguimos. E quando esquecemos a nossa frágil condição e a impotência estrutural que a constitui, quando não nos cansamos de exibir o nosso desmedido orgulho, a natureza lá encontra maneira de nos pôr no nosso devido lugar, o de animais dotados de um corpo mortal.
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
20:40
0
comentários
Marcadores: Sociedade
26/04/09
Kay Starr - The Wheel Of Fortune 1952
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
23:07
1 comentários
Marcadores: Música
O limite da coisa
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
13:56
1 comentários
Marcadores: Política
25/04/09
Händel - Messiah "But who may abide", Emma Kirkby
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
23:21
0
comentários
Marcadores: Música
O largo dr. Salazar
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
22:44
2
comentários
Marcadores: Política
História narrativa
Em consequência da Segunda Guerra Mundial, a perspectiva que a Europa oferecia era de miséria e desolação. As fotografias e os documentários da época mostram torrentes deploráveis de civis desamparados, viajando em carroças através de paisagens bombardeadas, por cidades devastadas e campos áridos. Crianças órfãs vagueiam desoladas à frente de grupos de mulheres exaustas, vasculhando destroços de casas em ruínas. Deportados com as cabeças rapadas e internados em campos de concentração, vestindo pijamas às riscas, olham apaticamente para a câmara, esfomeados e doentes. Até mesmo os eléctricos, seguindo irregularmente ao longo das linhas danificadas, movidos por uma corrente eléctrica intermitente, parecem traumatizados pelos rebentamentos das granadas. Tudo e todos - com a notável excepção das bem alimentadas forças de ocupação aliadas - parecem gastos, sem recursos, exaustos.
--------------
Este é o primeiro parágrafo do livro Capítulo I, Legado de Guerra, do livro Pós-Guerra - História da Europa desde 1945 (Ed. 70). Um belíssimo começo a fazer jus ao título da colecção, "História Narrativa". Talvez as análises marxianas e estruturais tenham sentido, mas a História para falar aos homens, para falar à dimensão histórica dos homens, não pode perder a sua natureza narrativa. Dizer a história dos homens é modelar o tempo, e este só se deixa aperceber através das intrigas onde se manifestou. Um livro cujo primeiro capítulo começa assim, não dá vontade de pôr de lado.
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
18:52
1 comentários
Marcadores: História
Um momento do calendário litúrgico
Saí há pouco. Fui comprar os jornais e à farmácia. Encontro alguém, conhecido há muitos anos, dos tempos do PREC. Como eu levava a Vera (a minha neta) comigo ficamos a trocar umas generalidades de ocasião. Quando nos despedimos, essa pessoa diz: Bom 25 de Abril! Apesar da minha perplexidade, respondi: Bom 25 de Abril!
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
12:37
2
comentários
O fantasma do acontecer
Cumpre-se mais um ano do 25 de Abril. O curioso para mim, que vivi intensamente a data e os tempos posteriores, é as metamorfoses da consciência do acontecimento. Nem nós nem a história do país nos mantivemos estáticos, e ao longo dos anos, a percepção do acontecimento foi-se alterando em conformidade com a nossa própria evolução e a evolução do país. Isto é inevitável e mesmo nas abordagens históricas de cariz mais científico, será muito difícil ao historiador, por mais precauções epistemológicas que use, fugir à sua consciência e à circunstância em que vive. Veja-se, por exemplo, o artigo de Vasco Pulido Valente, no Público de hoje (sem link).
De certa maneira, o 25 de Abril não existe. Nisso, partilha o destino de todos os acontecimentos históricos: dissolver-se no momento em que se tornam factos. A facticidade é morte e petrificação. Um acontecimento acontece e nesse acontecer desaparece. Resta a memória dos indivíduos e da colectividade. Mas a memória não é a coisa mesma. Não passa de uma imagem fantasmática daquilo que já não é mais do que um fantasma. Nessas memórias fantasmáticas, que habitam a consciência dos indivíduos, imiscuem-se sempre os seus interesses próprios (interesses pessoais, políticos, sociais, económicos, etc.), que fornecem uma linha que permite transformar essas imagens fantasmáticas em narrativas acomodadas a esses interesses. E que não haja ilusões: não há ninguém que não tenha interesses e que seja portador da narrativa verdadeira sobre o fantasma de um acontecimento.
Se estou profundamente de acordo com o diagnóstico que Vasco Pulido Valente sobre o pós-25 de Abril (acordo contra o eu que eu era naquela altura), se para mim, talvez por outros motivos, a data não é dia de festa, não deixa de ser um dia de alegria e de alívio. De certa maneira, gostamos sempre de reencontrar na memória esses momentos que manifestavam a nossa mais pura inocência. Ainda mais, se nós julgamos que essa nossa inocência dos 17 anos coincidia também com a inocência geral de um povo com 850 anos de história.
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
10:16
1 comentários
Marcadores: Arqueologias, História, Política
24/04/09
Da nossa meritocracia
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
17:39
2
comentários
Marcadores: Sociedade
Até aos 18 anos...
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
12:20
1 comentários
Jornal Torrejano, 24 de Abril de 2009
On-line está a edição semanal do Jornal Torrejano. Vá até lá.
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
12:13
0
comentários
Marcadores: Jornal Torrejano
22/04/09
Tempos difíceis
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
20:27
1 comentários
21/04/09
Aula assistida
Ontem tive a minha primeira aula assistida. Sim, eu requisitei aulas assistidas, para além de ter entregue os objectivos. Isto, apesar de discordar total e frontalmente deste tipo de avaliação de professores, e esperar que ele seja substituído por um mais consentâneo com os interesses dos alunos. Este modelo visa, em última análise, consagrar um tipo de escola cuja finalidade é evitar que os alunos aprendam.
O curioso da minha experiência é a profunda desadequação da lei e da teoria subjacente à lei relativamente ao tipo de aula que eu faço. A aula foi de Filosofia do 12.º ano, aula centrada no capítulo VIII da Origem da Tragédia. Os meus alunos são bons e empenhados, desejosos de aprender, desejosos que se lhe abram caminhos. No fundo, é esse o papel da Filosofia. Mas toda a lógica da avaliação de professores parece centrar-se no tipo de relação professor-aluno que existe na educação pré-escolar e no primeiro ciclo do ensino básico. Muito daquilo que o Ministério acha relevante acontecer numa sala de aula, é perfeitamente irrelevante no 12.º ano, quando se trata com alunos pré-universitários. Aliás, deveria ser irrelevante já mesmo no 10.º ano.
A principal conclusão da experiência centra-se na necessidade de substituir a concepção de avaliação de professores e, antes de tudo o mais, substituir a concepção de escola que, como uma praga infernal, tombou sobre o sistema educativo português.
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
11:43
3
comentários
17/04/09
Do excesso de matemática
O Zé Ricardo escreveu um post, Matemania, onde, com razão, verberava a excessiva importância dada à Matemática no currículo escolar nacional. O problema não será apenas português, mas cá ele afecta os resultados escolares e impede muitos alunos de seguirem cursos e carreiras onde a Matemática tem um peso irrelevante. A dado momento é feita, mais uma vez com razão, uma comparação com a Teologia.
Descartes, também ele um matemático, é considerado o pai da modernidade, devido à sua filosofia. Há duas características dessa filosofia que se tornaram o programa central dessa mesma modernidade: a reflexividade (chego a uma verdade indubitável através de um processo de reflexão) e a matematização do real (a ideia de uma mathesis universalis). Estas ideias, mesmo depois do pensamento de Descartes ter declinado, se isso acontece com o pensamento dos grandes filósofos, foram-se tornando dominantes e o desenvolvimento da modernidade não tem sido outra coisa senão a invasão progressiva e a colonização das múltiplas esferas da vida por essas ideias.
A escola é um exemplo muito interessante. Não só o currículo das múltiplas áreas foi invadido pela matemática, como a própria praxis docente foi invadida pela reflexividade. Assim como o cerne do currículo é a matemática, o cerne da praxis de professor é a reflexão sobre a sua prática, através daquilo que se denomina auto-avaliação. Os processos de avaliação de professores, de avaliação de escolas, etc. são o desenvolvimento da ideia cartesiana de reflexividade, bem como a preponderância da matemática é o desenvolvimento da ideia de mathesis universalis, de uma matemática universal que permite submeter toda a realidade ao cálculo. Não por acaso, os processos de avaliação de escolas, de professores, mas também de empresas, de funcionários, etc., combinam a reflexividade, essa espécie de análise crítica do seu desempenho, com o cálculo matemático desse desempenho. Uma coisa requer a outra, pois elas emergiram juntas no momento inaugural da época moderna, em cuja luz ainda vivemos.
Quem pensa efectivamente o real pode perceber que a matemática não é precisa em todos os currículos, que a sua importância para a vida dos homens está sobreavaliada. Pode também dizer que a avaliação das funções e das instituições está longe de garantir aquilo que a ideologia dominante espera delas. Mas pensar é uma coisa estranha à vida quotidiana, mesmo de pessoas instruídas e que tomam decisões. Pensar implica pôr em causa os quadros mentais que servem para interpretar a realidade numa certa época histórica. São esses quadros mentais que iluminam o raciocínio e a acção dos homens.
A matemática e a "mania" das avaliações que agora pulula por todo o lado não são bem modas, no sentido usual do termo. Fazem parte de um projecto que se tem vindo a desenvolver há várias séculos. Mais, matemática e reflexividade-avaliadora são os fundamentos desse projecto. É esse projecto que ilumina, mesmo que os homens não tenham consciência disso, toda a vida, e que conduz o raciocinar, o deliberar, o decidir e o agir dos homens. É por esse motivo que o post do Zé Ricardo pode parecer estranho, como pode parecer estranho a afirmação de que a avaliação de professores ou de escolas não contribuirá para ter melhor professores ou melhores escolas. Estas afirmações, mesmo se verdadeiras, não são entendidas, pois estão em contradição com aquilo que, de forma mais clara ou mais obscura, dirige os homens nos tempos que são os nossos.
Interessante é, ainda, analogia com a Teologia. Esta era o fundamento e a luz do projecto medieval. A Idade Média não foi outra coisa senão o desenvolvimento de um projecto teológico inscrito no seu início, e que teve em Agostinho de Hipona o seu grande nome. Curiosamente, quando o desenvolvimento da Teologia, na primeira e segunda escolásticas, atinge o auge é quando a Idade Média começa a morrer. Não vivemos nós o tempo em que a matematização do real e a reflexividade colonizam toda a vida? Não será esta exuberância o sinal da sua morte próxima?
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
23:44
1 comentários
Da necessidade do juiz

Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
23:09
0
comentários
Marcadores: Filosofia
Jornal Torrejano, 17 de Abril de 2009
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
12:00
0
comentários
Marcadores: Jornal Torrejano
16/04/09
Somewhere Over The Rainbow - Judy Garland
Para a leitora Maria Correia.
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
19:37
1 comentários
Por falar em crise moral
Naada melhor do que voltar a escutar este já "velho" vídeo: Mário Crespo entrevista Medina Carreira.
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
19:24
1 comentários
Marcadores: Política
John Coltrane - My Favorite Things - 1961
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
19:21
1 comentários
Marcadores: Música
Outro sintoma

Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
19:06
1 comentários
15/04/09
Jeff Beck - Somewhere Over the Rainbow
Não sei que estranhas coisas me passam pela cabeça para colocar no blogue vídeo destes.
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
22:55
2
comentários
Marcadores: Música
A cegueira da nossa Justiça
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
22:43
1 comentários
Marcadores: Justiça
14/04/09
Händel - Aleluia
Nos 250 anos da morte de Händel.
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
21:34
0
comentários
Marcadores: Música
Jennie Tourel - O sleep why dost thou leave me (Haendel)
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
21:24
0
comentários
Marcadores: Música
A crise e a oportunidade
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
20:53
0
comentários
Quatro máximas de Thomas Merton
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
11:08
0
comentários
Marcadores: Literatura, Pensar, Religião, Sociedade
13/04/09
Pensar e falar
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
15:59
1 comentários
12/04/09
Morton Feldman - Music: For Samuel Beckett - 1987
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
23:17
0
comentários
Marcadores: Música
L'Aquila e o mal
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
21:00
0
comentários
Vida de Bo
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
20:26
0
comentários
11/04/09
Corín Tellado
Ao passar pelo Público on-line, tive uma visitação do passado, ainda por cima uma visitação que veio mostrar a minha ignorância sobre um assunto que tinha uma substancial importância no tempo em que as coisas ainda tinham importância. O Público informou-me, então, da morte da escritora espanhola Corín Tellado. Lembro-me perfeitamente das revistas de fotonovelas com esse nome. Faziam parte do mundo feminino, talvez de certas classes sociais menos cultas, e eram lidas, in illo tempore, avidamente. Não sei se alguma vez toquei, estou a referir-me mesmo ao gesto físico de tocar, numa revista dessas, mas via-as pelas bancas de jornais e nas mãos de muitas raparigas e, claro está, nas mãos das sopeiras, classe social que a revolução dos cravos e a entrada para a CEE veio abolir quase por completo, tendo alterado o nome dos quadros remanescentes, digamos assim. Este era o acervo de informação que eu tinha. Faltava-me o essencial: Corín Tellado era mesmo uma escritora, o nome de uma pessoa que fazia, e muito bem, a vida a partir daquelas novelas. Consta que é a escritora de língua castelhana mais vendida, logo a seguir a Cervantes. Foi muito premiada e agraciada em Espanha e isso deve ter sido muito justo. No fundo, consolou milhões e milhões de corações. Hoje, que estou mais para velho do que para novo, vejo com outra compreensão as coisas. Aquilo que era puro lixo há 30 anos, percebo-o agora como a expressão da necessidade de consolo que todos os seres humanos têm. E, além do mais, um grande mercado para quem tiver o talento da consolação e o dom de consolar.
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
14:21
3
comentários
Marcadores: Sociedade
Boa Páscoa
El Greco - Cristo Crucificado (1587-1596)25/03/09
Em defesa da autoridade
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
17:54
2
comentários
Marcadores: Educação
24/03/09
Os dias de suspensão
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
20:47
1 comentários
Marcadores: Ocasionália
21/03/09
Um jogo de equívocos
O futebol é um jogo perverso. Mobiliza demasiadas emoções e demasiadas paixões, mobiliza grandes interesses, mas está sempre sujeito a um erro da equipa de arbitragem. O Benfica, o meu Benfica, ganhou a Taça da Liga (nem sei bem o que isso é) ao Sporting. Mas o golo do Benfica, aquele que empatou o jogo, nasceu de uma decisão errada da equipa de arbitragem. Não era já mais do que tempo de se começar a usar meios electrónicos para detecção da verdade de certas jogadas? Com o dinheiro envolvido e as emoções clubísticas sempre tão acirradas, o uso desses meios é quase uma obrigação para manter a paz pública, isto para além da verdade objectiva dos jogos. Os homens enganam-se. Em princípio, presume-se que os árbitros, mesmo enganando-se, estão subjectivamente convencidos da verdade das suas decisões. Mas não é disso que se trata, mas da verdade objectiva do jogo. Parece, porém, que existe uma verdadeira indústria, talvez um lobby poderoso, que vive das paixões propiciadas pelos enganos no futebol. Talvez seja ele que não está interessado no uso de meios electrónicos para auxílio da arbitragem. É por coisas destas que o futebol cada vez me interessa menos. No fundo, não passa de uma brincadeira de garotos, ou de homens que teimam em não deixar de ser garotos, onde o erro, a distracção e a batota, como nos jogos infantis, têm um papel preponderante na determinação do mérito. Perdoem-me os benfiquistas menos dados, em matéria clubística, ao uso da razão. Mas qual o prazer de ganhar quando há um engano que perverte a verdade? Mesmo que essa verdade não seja aquela que os adeptos do adversário, neste caso do Sporting, supõem na sua indignação.
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
21:57
1 comentários
Marcadores: Futebol
Mudança na correlação de forças
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
08:45
0
comentários
Marcadores: Política
20/03/09
O Provedor de Justiça
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
22:57
1 comentários
Marcadores: Política
Amália Rodrigues - Gaivota
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
22:42
0
comentários
Marcadores: Música
Um novo começo
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
22:28
2
comentários
Marcadores: Política
Jornal Torrejano, 20 de Março de 2009
Em linha, já há umas horas, está a edição semanal do Jornal Torrejano. Destaque para a inauguração formal das instalações do CEPTON (uma extensão local do Politécnico de Tomar). Notícia é também o encontro internacional de Ginástica realizado no Pavilhão de Torres Novas. Refira-se, ainda, a homenagem em preparação por antigos hoquista do CDTN a José Trincão Farinha, meu antigo companheiro de estudos, falecido há 5 meses.
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
18:29
0
comentários
Marcadores: Jornal Torrejano
19/03/09
Prolegómenos à escravatura voluntária
Eu não esperaria que esta gente que governa tivesse um mínimo de decoro e respeito pelas pessoas. Quem inventou o concurso de professores titulares é capaz de tudo. Portanto, é capaz de criar uma situação de tal ordem na escola que, muitos professores em desespero de causa, peçam a aposentação com elevadas penalizações. Depois, é capaz de vir dizer que eles são necessários, desde que voluntários.
Há uma coisa, porém, que me intriga: O que terá a cara dos professores de diferente da de outros cidadãos? Fala-se que o Ministério da Saúde vai também recorrer a médicos aposentados, mas pagando-lhe. Por que motivo os professores hão-de ser voluntários nas escolas? Ainda por cima, se houver voluntários, estes terão de fazer um relatório crítico da sua actividade, uma espécie de auto-avaliação (a cabeça burocrática desta gente nunca pára de pensar). Este governo começou por baixar drasticamente os salários dos professores, como se eles fossem privilegiados relativamente a outros licenciados (a mais pura das mentiras), e agora acha que devem trabalhar gratuitamente. Parece que estamos perante os prolegómenos a uma nova prática de escravatura. A escravatura voluntária. O que vale é que o escravo tem o dever de fazer um relatório e de se auto-avaliar.
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
19:35
0
comentários
Joseph de Maistre - O estado habitual do género humano
A história prova, infelizmente, que a guerra é o estado habitual do género humano num certo sentido, isto é, o sangue humano deve correr sem interrupção sobre o globo, aqui ou ali, e a paz, para cada nação, é apenas um pequeno descanso.
Cita-se o encerramento do templo de Janus, sob Augusto, cita-se um ano do reino guerreiro de Carlos Magno (o ano de 790) onde ele não fez a guerra. Cita-se uma curta época depois da paz de Ryswicki, em 1697, e uma outra tão curta após a paz de Carlwotizz, em 1699, onde não houve guerra; não apenas na Europa, mas mesmo em todo o mundo conhecido.
Mas estas épocas são apenas momentos. [Joseph de Maistre, Considérations sur la France]
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
14:13
0
comentários
Marcadores: Filosofia
Abertura da escola à comunidade - II
O meu post anterior, Abertura da escola à comunidade, gerou alguns comentários discordantes. Em primeiro lugar, será bom olhar para o estatuto disursivo do post. Ele é, claramente, um post crítico e caricatural. A caricatura é sempre hiperbólica, aumenta desconfortavelmente os traços daquilo que é caricaturado, mas tem a vantagem de dar a ver o que a visão normal não compreende. O efeito aumentativo, digamos assim, mostra o sentido das coisas.
Podemos afirmar que os acontecimentos passado na Escola Básica 2/3 de Silgueiros, Viseu, são o resultado directo das políticas do actual governo? Não, não podemos. Mas podemos dizer outra coisa. Podemos dizer que a forma como o actual governo tem incrementado a chamada abertura da escola à comunidade, na continuidade de anteriores governos, desprotege as instituições escolares perante estes acontecimentos. A escola é um território onde as famílias se movem, ou pretendem mover, como se estivessem em casa. Este mover-se como se estivesse em casa não é uma pura metáfora. Os valores provenientes das famílias, muitas vezes adversos ao ethos escolar, invadem e instalam-se na escola, devido ao papel atribuído pelo poder político (note-se bem) às famílias, dentro da escola. Quando se abre a escola à comunidade entram pessoas que pensam segundo o bem comum e o ethos escolar, mas também entram todos os outros com culturas adversas.
Este acontecimento, aliás como muitos outros, é um revelador do que significa abrir a escola à comunidade. Percebo que o problema não seja apenas português. Não o é. Mas isso não isenta de culpa aqueles que, em Portugal e nos países ocidentais, têm advogado semelhantes políticas. Essas pessoas têm nome, essas pessoas foram investidas nos mais altos cargos para tomar decisões. As decisões que tomaram foram erradas e, em vez de proteger a escola da sociedade, retiraram-lhe todas as defesas, deixando-as à mercê do arbítrio da comunidade. Essas pessoas que, no poder político fomentaram tais políticas, devem arcar com estes acontecimentos em cima dos seus ombros.
A escola não é um lugar como os outros, pois o que se pretende ali não é reduplicar a vida tal como ela acontece, mas preparar as novas gerações para integrar a comunidade, mas trazendo para essa comunidade o melhor, um conjunto de valores depurados pelo ambiente escolar, um conjunto de valores que, muitas vezes, devem contradizer as práticas e os preconceitos dessa comunidade. Um exemplo: na vida civil a honestidade é, hoje em dia, pouco apreciada. Na escola, deveria ser um valor indiscutível, um "dogma" do qual nenhum aluno pudesse duvidar, um preceito que deveria fazer tremer aquele aluno que pensasse fazer batota. Ora, se a escola se abre à comunidade, são os valores da comunidade que penetram na escola, pois a comunidade é muito mais forte do que a instituição escolar.
O meu post anterior nada tinha a ver com os professores e as sua reivindicações (muitos defendem, tragicamente, a retórica da abertura da escola). Tinha tudo a ver com os alunos, a sua defesa, a defesa das novas gerações. Como disse Hannah Arendt, é preciso proteger as novas gerações da sociedade e a sociedade das novas gerações. A abertura da escola à comunidade não faz uma coisa nem outra. É evidente, repito, que os acontecimento de Viseu não são associáveis directamente ao executivo. Mas este intensificou até ao paroxismo algo que já vinha do tempo do marcelismo, e que a democracia apenas incrementou, algo que destruiu aquela fronteira invisível que dizia a todos nós, etnias com culturas diferentes incluídas, que há uma diferença ontológica entre o espaço escolar e o espaço público onde decorre a vida civil. Essa fronteira invisível já era frágil, mas por acção do poder político, e não por qualquer movimento espontâneo da sociedade, essa fronteira já não existe. Por isso, aqueles que entraram dentro da escola de Silgueiros agiram com toda a naturalidade e espontaneidade, os portões da escola já não significam nada.
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
11:29
0
comentários
18/03/09
Abertura da escola à comunidade
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
18:46
5
comentários
SIDA, sexo e abstinência
Postado por
Jorge Carreira Maia
à(s)
16:36
5
comentários
Marcadores: Religião





























