16/01/09
Eça de Queiroz - Editorial do Distrito de Évora
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Marcadores: Sociedade
Jornal Torrejano, 16 de Janeiro de 2009
On-line está a edição desta semana do Jornal Torrejano. Na primeira página, destaque para a Comissão de Utentes do Médio Tejo e a sua acção relativa ao Centro Hospitalar. Referência também para a homenagem do Núcleo sportinguista local ao torrejano Ferreira Canais. Refira-se, ainda, a aposta da nova direcção dos Bombeiros na ampliação do quartel.
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15/01/09
Tarde em Itapuã - Vinicius de Moraes + Toquinho
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Marcadores: Música
Da razão e da adrenalina
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Slavoj Zizek: A filosofia moderna e a foda
- Descartes: «Fodo, logo existo», isto é, só na actividade sexual intensa sinto a plenitude do meu ser (a resposta «descentradora» de Lacan a isto teria sido: «Fodo onde não existo, e não existo onde fodo», ou seja, não sou eu quem fode, mas «isso fode» em mim);
- Espinosa: Dentro do Absoluto enquanto Foda (coitus sive natura), devemos distinguir, no mesmo sentido da distinção entre natura naturans e natura naturata, entre a penetração activa e o objecto fodido (há aqueles que fodem e os que são fodidos);
- Resposta kantiana a esta crise: «as condições da possibilidade de foder são ao mesmo tempo as condições da possibilidade dos objectos [da] foda»;
- Fichte radicaliza esta revolução kantiana: foder é uma actividade incondicional que se postula a si própria e que se divide em fodedor e objecto fodido, ou seja, é o próprio foder que pressupõe o seu objecto, o fodido;
- Hegel: «é crucial conceber o Foder não só como substância (o impulso substancial que nos subjuga), mas também como sujeito (como actividade reflexiva inserida no contexto do significado espiritual)»;
- Marx: devemos regressar ao foder real e rejeitar a filosofice masturbatória idealista, ou seja, nos termos literais em que o expressou na Ideologia Alemã, a vida real está para a filosofia, assim como o sexo real está para a masturbação;
- Nietzsche: a Vontade é, na sua expressão mais radical, a Vontade de Foder, que culmina no Eterno Retorno do «quero mais», de uma foda que prossegue indefinidamente
- Heidegger do mesmo modo que a essência da tecnologia não é nada «tecnológica», a essência de foder não tem nada a ver com a foda enquanto simples actividade ôntica; ou melhor, «a essência do foder é o foder da própria Essência», isto é, não somos apenas nós, humanos, que fodemos a nossa compreensão da Essência», é a Essência que já está em si mesma fodida (inconsistente, retraída, errante);
- e, finalmente, a intuição de como a própria Essência está fodida, leva-nos à expressão de Lacan «a relação sexual não existe». [Slavoj Zizek, Lacrimae Rerum, pgs 150-152, nt 108]
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Marcadores: Filosofia
A matéria e a forma
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12/01/09
A professora primária
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Kronos Quartet plays Pelle Gudmundsen-Holmgreen
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A escrita de Deus
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11/01/09
Pierre Boulez : Rituel in Memoriam Bruno Maderna
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Celebrar o futuro
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Marcadores: Política
10/01/09
Tom Waits Waltzing Matilda live 1977
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G. K. Chesterton - A mais negra e ousada das conspirações
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Marcadores: Literatura
Uma palavra de Lachelier
No início do "Avant-Propos" da sua obra Héritage des Mots, Héritage d'Idées, Léon Brunschvicg escreve: "Conta-se que o grande filósofo, Jules Lachelier, nomeado para o Liceu de Toulouse, começou as suas aulas perguntando: o que é a Filosofia?, e acrescentou imediatamente: não sei. O que provou o divertimento de toda a cidade de Toulouse; o professor de Filosofia que lhe tinham enviado de Paris não sabia o que era a Filosofia." Brunschvicg não data o episódio, mas ele terá ocorrido, certamente, entre 1857 e 1864, datas que marcam a época em que Lachelier ensina em diversos liceus franceses. Portanto, em pleno século XIX.
O que é interessante nesta história não é tanto o aspecto filosófico dela. A Filosofia é essa estranha sabedoria feita do reconhecimento do não saber e, em primeiro lugar, do não saber o que é a própria Filosofia. Aqui não haverá qualquer novidade para quem esteja minimamente ligado ao mundo da Filosofia. Interessante é o aspecto social. Em pleno século XIX, as palavras de um professor de Liceu, ditas perante adolescentes, eram objecto de comentário pelos "círculos que interessavam", numa grande cidade francesa.
Todos se congratularão, hoje em dia, com a democratização (se é que ele existe de facto) do ensino liceal. Essa democratização, porém, trouxe como consequência que nenhuma palavra de um professor liceal será memorável. Todas as palavras que os professores liceais (do secundário, na nossa estúpida e inútil designação) proferem em todas os liceus (escolas secundárias, na abjecta designação que o poder político democrático escolheu para os liceus) deste país serão apenas banalidades que se perdem mal termine a aula. Lachelier fez rir os círculos bem-pensantes de Toulouse, mas fez ao mesmo tempo pensar os seus alunos. Eles sentiram-se chocados e reportaram aos seus pais esse mesmo choque. Que palavra poderei proferir numa aula de filosofia que choque os meus alunos? Isto é, que os faça pensar? E Lachelier não disse mais do que dizem muitos dos professores de filosofia que há por esse país fora.
Talvez, sob a capa deste história anedótica, se esconda uma verdade sobre a democratização do ensino. Na verdade, não houve qualquer tipo de democratização. O ensino liceal (não esqueçamos que cá se designa pelo humilhante nome de ensino secundário) a que se tem direito é apenas uma ténue sombra daquele que as elites tinham no século XIX e em parte do século XX. A democratização do ensino liceal talvez não tenha passado de uma gigantesca manobra de falsificação da realidade. Sendo assim, é muito provável que o nome de ensino secundário seja de facto o mais exacto, devido à mixórdia que o poder político serve nessas escolas a que, em Portugal e sem pudor, se deu o nome de escolas secundárias. Sim, um ensino de segunda ordem.
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Desilusão meteorológica
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09/01/09
A cegueira do poder
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Marcadores: Política
Jornal Torrejano, 9 de Janeiro de 2009
On-line está a edição semanal do Jornal Torrejano. Destaque para a apresentação, pela PSP, do programa de policiamento de proximidade para Torres Novas. Referência também para a constatação, por parte do Presidente do Município de Torres Novas, de que a construção de um bairro social na via panorâmica das Tufeiras foi um erro.
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Marcadores: Jornal Torrejano
Só falta mesmo a neve
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Marcadores: Meteorologia, Ocasionália
Maderna: "Biogramma"
Para começar o dia, a música do compositor italo-germânico Bruno Maderna (1920-1973). Talvez não seja bem a música indicada para um programa tipo despertar, mas neste blogue não se pretende despertar seja quem for. Quem quiser dormir que durma, quem quiser ouvir que oiça...
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Marcadores: Música









