Parece mesmo que o confronto entre o ME e os professores está a deixar marcas profundas no PS. Se assim não fosse, o que explicaria o acinte de Sócrates ou a benévola ajuda do Dr. Soares à ministra. No Educação do meu Umbigo, Paulo Guinote dá a resposta merecida a Sócrates. Seja como for, os professores devem preparar-se para o pior. É provável que Sócrates ainda ache que esmagar os professores, humilhá-las e destruir a escola pública dá votos. E quando cheira a votos nada detém esta gente. A educação, em democracia, sempre foi o terreno fértil para a demagogia mais tresloucada. As asneiras que se fazem, para não se falar em verdadeiros crimes de traição, só se notam anos depois. Mas o mais notável deste conflito reside no facto de ele mostrar que as governações ocidentais se transformaram em inimigas declaradas dos seus povos e dos interesses mais fundos destes. A anarquia semeada pelo actual governo nas escolas portuguesas é apenas um mero exemplo. Todos nós já percebemos que o primeiro-ministro está mais preocupado com banqueiros do que com professores, alunos ou pessoas que precisam de ter os seus filhos em escolas públicas decentes. No fundo, essa gentalha não conta.
retenho esta frase de JCM:
ResponderEliminar«Mas o mais notável deste conflito reside no facto de ele mostrar que as governações ocidentais se transformaram em inimigas declaradas dos seus povos e dos interesses mais fundos destes.» É profundamente verdadeira, infelizmente. O problema é que estas governações ocidentais se regem pelos princípios dos grandes senhores do mundo e os que protagonizam essas governações não quererem mais do que imitar o modo de vida dos grandes senhores do mundo que são os absolutos senhores feudais do sistema capitalista no seu mais puro estado depradativo.