15/02/10
14/02/10
O livro do entardecer 38 - nenhum sentido havia
nada sei desse nome soberano
sobre a vida se ergue
e um caminho de pedra rasga
onde tudo era água e areia
ou fogueira onde se aqueciam
as doces raparigas
junho as trazia no regaço
se era triste a tristeza
e o vento falava com a sua voz de sopro
nenhum sentido havia
a não ser o tempo a correr
enquanto o coração batia
aos frágeis indícios
de um inverno por anunciar
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Charles Aznavour - La Boèhme
É um retorno, julgo. Mas não cansa. Isto pertence a uma geração anterior à minha, mas ainda é do meu tempo, como se dizia.
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Uma educação liberal
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13/02/10
Desespero
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2. A lei da natureza e a virtude infeliz

Retomemos a leitura de Justine, de Marquês de Sade. No post anterior foi sublinhada a natureza totalitária dos universos descritos por Sade e referida a sua função arquetípica na história da Europa contemporânea. Esses universos são, por seu turno modelados, na caverna platónica. Em cada uma das situações onde Justine se vê envolvida, tanto as vítimas como os algozes libertinos estão, como os prisioneiros da caverna de Platão, presos, submetidos à força. As vítimas submetidas à violência da coacção física, os libertinos, à violência do desejo.
Que lei rege estas cavernas platónicas? O próprio texto a explicita claramente. Desde ladrões e valetes de quarto a aristocratas, passando por burgueses, religiosos e homens de ciência, como o médico incestuoso, pedófilo e assassino, todas enunciam a mesma legalidade, a de um universo social regulado pela lei da natureza. Esta ao fazer uns fracos e outros fortes estabelece o padrão do que cabe a cada um na vida social. A uns fez fracos e vítimas e a outros, fortes e carrascos. O desejo ou a luta entre desejos, num prolongamento da filosofia de Hobbes e antecipando Hegel e Freud, é crucial na visão de Sade. O desejo liga os homens à natureza e entre si, tornando uns senhores e outros escravos. O desejo é, contudo, a manifestação da razão. A razão natural que se inscreve na capacidade e poder, físicos e intelectuais, com que cada um se apresenta ao mundo. Um prolongamento de certos concepções sofísticas contra as quais pensaram Sócrates, Platão ou Aristóteles.
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12/02/10
Carinhoso (Pixinguinha/Braguinha) - Paulinho da Viola e Marisa Monte
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Uma sociedade doente
Esta notícia mostra a insanidade a que se chegou em matéria de sexualidade e o tresloucamento que vai na cabeça do legisldor. O rapaz, de facto, portou-se mal ao fazer um filme de um acto sexual privado, uma felação, e o ceder a uns amigos, que fizeram o favor de o espalhar pela escola. Mereceu pagar a indemnização à parceira, mereceria ainda uns bons açoites. Mas a acusação que o levou ao banco dos réus, acusação de acordo com a lei em vigor, revela a doença mental que atravessa as nossas sociedades. O rapaz foi a julgamento, e condenado a uma multa, por crime de pornografia de menores. Ele tinha acabado de fazer 16 anos. Ela tinha 15. Quem faz estas leis? Uma sociedade que instiga, a partir do próprio poder, à sexualidade, à educação sexual nas escolas, que permite todo o tipo de exibição do sexual, depois acha que uma filmagem de um acto sexual consentido entre dois miúdos é pornografia de menores. Se o rapaz fosse condenado por violação da privacidade, seria compreensível. Isto mostra apenas que estamos intoleravelmente doentes. Diga-se, em abono da verdade, que a justiça foi, contrariamente a outras situações, até bastante responsável. Mas o legislador...
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Quem és tu romeiro?
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Jornal Torrejano, 12 de Fevereiro de 2010
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10/02/10
O livro do entardecer 37
a que distância ficam os teus olhos
se a noite cai
e tudo se cala
no fulgor da tempestade
a tardia luz
desce sobre ti
e os teus dedos
são uma colónia
de mágoa e esquecimento
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Elis Regina - Águas de Março
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Um discurso inteligente
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Mau sinal para Sócrates
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Um incómodo
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09/02/10
O livro do entardecer 36 - ave
desfigura-se a casa onde
o coração poisou
a janela aberta
vidro partido
e a ave que um dia chegou
tem nas asas a força do vento
imóvel é uma sombra na parede
o desejo à espera do momento
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Jean FERRAT chante ARAGON aimer à perdre la raison
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A putrefacção
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08/02/10
O livro do entardecer 35
tínhamos a vida por diante
e um desprezo pelas horas
leve e fundo
o sono iluminado por archotes
e dos caminhos queríamos atalhos
éramos hóspedes e não o sabíamos
nem das fogueiras víamos a cinza
apenas o fulgor da eternidade
ou o leito para sempre o nosso
mãos nas mãos desfiamos agora quimeras
naturezas mortas
um rosário de sombra e esquecimento
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Georges Moustaki - Ma Solitude
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