16/11/09
15/11/09
Impressões - XLII
por lá passas cantando
à espera de um grito de uma nuvem
de um pássaro a ferir o olhar
não sou o meu corpo disseste
a sombra crescia pela encosta
e anunciava a cidade sitiada
onde haveria de te tomar
e cativa levar-te para a noite
duma praia sem areia nem mar
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Origem do mundo
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A tortura mais insuportável
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Masturbação política
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14/11/09
Impressões - XLI
sem que vejam em ti um nome
ou uma estrela assinale a fronte
um pudor de árvores turva o chão
que pisas ao fugir do suplício da noite
as uvas amadureceram no fim do estio
e os cachos caem melancólicos dos braços
onde tristes a vinha os depôs
para que fossem sombra de vida
o vinho no copo que ergues na mão
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Serviço militar obrigatório
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Logo à noite, Ana Moura
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13/11/09
Impressões - XL
onde passas se te dói a cabeça
ou os dias de novembro
se tornam exíguos para a ânsia
que há na luz com que me chamas
tantos os deuses ali mortos
vinham pela aurora e olhavam o rio
e em silêncio viam passar homens
a escura floresta chamava-os
e eles adormeciam nas tarde cálidas
para não mais semearem
em ti o odor fresco da terra
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Luís Campos e Cunha - O horror à decência
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Icebergs à deriva
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Um record difícil de bater
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Jornal Torrejano, 13 de Novembro de 2009
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12/11/09
Impressões - XXXIX
o esboço de um jardim de verão
a esperança do amor
nas tardes em quo o frio nos trai
ergo a taça e brindo
a todos os invernos que me nascem
dentro do saco de lona
a que por hábito chamo alma
e sento-me no sossego da margem
à espera que o rio passe
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Ministra da Educação
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Leituras
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Marcadores: Filosofia, Livros que estou a ler
11/11/09
Impressões - XXXVIII
à porta de minha casa
os astros estiveram de feição
mas o voo das aves
trouxe outro veredicto
nem sempre a perda é uma maldição
pode ser um pomar de macieiras
ou os olhos rasos de água
de quem volta de um longo exílio
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De rastos
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A morte de Robert Enke
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10/11/09
Impressões - XXXVII
as buganvílias que vimos crescer
no porto da infância
aqueles barcos de pavilhão arvorado
à espera que o imperador regresse
e é sempre tudo em vão
o trabalho da flor sobre a água
os remos estendidos no barco
as velas que o vento já não sopra
os portos onde depositámos a infância
são agora desertos de areia e betão
iluminados por um sol frio
que tumultua as ruas onde ninguém passa
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Educação Sexual
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Marcadores: Educação
09/11/09
Impressões - XXXVI
abre uma pústula de fogo
nas mãos dos remadores
cantam a areia frágil
onde a vida escreve
numa folha de água
a esperança desmedida
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O filosofês técnico
Como se banaliza, até o reduzir a um puro flato destituído de significado, um conceito filosófico? Assim: «Sócrates: Queda do Muro significou "novo paradigma mundial"». A noção de paradigma, importada do eidos (ideia) platónico pela mediação da teoria do desenvolvimento da ciência de Thomas S. Kuhn, tornou-se um bordão na mão de quem não faz a mínima ideia do que é efectivamente um paradigma, qual a arqueologia do conceito, e para que finalidade foi criado. Quando oiço alguém utilizar a palavra paradigma dá-me vontade de o mandar calar de imediato, ou de desligar a televisão. Tornou-se uma daqueles noções que se exibem mecanicamente para se mostrar uma erudição inútil e que de facto não se possui. No caso vertente, um filosofês técnico.
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Jorge Sá Borges
Ao ler o In Memorian, de Medeiros Ferreira, sobre o antigo dirigente e fundador do PPD, Jorge Sá Borges, apetece voltar à inocência da primeira juventude, e perguntar por que razão pessoas como ele não têm lugar na política portuguesa? Dirigente estudantil na crise académica de 1962, católico, advogado de sucesso, pessoa elegante. As intervenções políticas de Sá Borges eram, ainda segundo Medeiros Ferreira, informadas, inteligentes, conciliatórias. Foi também, para o antigo renovador, o melhor ministro de Conselho de Ministros. Tudo isto no período quente do pós 25 de Abril. Hoje, salvas raras e honrosas excepções, resta uma gente funesta, cuja inteligência se mede pelas sondagens e a elegância, mesmo se composta por fatos caros e gravatas bem combinadas (coisa, aliás, rara), anda não muito longe da elegância do Zé Povinho do Bordalo.
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08/11/09
Impressões - XXXV
o peso do céu a arder
ou a rosa que se abre
para a desdita
tudo conspira
para que o teu nome
venha envolto de espuma
e em cada olhar se veja
não a pedra não a rocha
mas a velha esfinge
que devorou a bruma
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Os crucifixos italianos
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Mais um passo...
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Lá se vai mais um bocado da auto-estima
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Marcadores: Sociedade
07/11/09
Impressões - XXXIV
este equilíbrio
entre terra e água
é um fogo que brilha
na curva da tarde
incendeia mãos e olhos
traça um rumor de madeira
como se anunciasse
uma praia de carvão
este equilíbrio
branco como a vertigem
anoitece pela casa
que o tempo trai
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Chemins qui ne mènent nulle part
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Marcadores: Fotografia
O tempo das avaliações
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06/11/09
Impressões - XXXIII
onde barcos dançam
sonâmbulos
no sono da margem
o vento tacteia os cascos
e os remos são pétalas
desamparadas
a cair para fora da viagem
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A sombra
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Marcadores: Política
O fim da infância
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Marcadores: Cadernos do Esquecimento
05/11/09
Impressões - XXXII
sob o império de um barco
a luz ferida que avança
deixa esteiras à passagem
inunda o olhar de gratidão
que destino o teu
se o desalento da tarde
descai sobre os ombros
e a mão outrora feroz
não é mais que água
sob tirania de um casco
que vai a passar
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A lei das compensações
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Contaminações
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Marcadores: Ars Poetica, Literatura, Pensar
04/11/09
Impressões - XXXI
suspensas desses ramos
abandonados pela seiva
a vida não é um herbário
onde colas vitórias e derrotas
e deixas uma página em branco
para a folha que não encontraste
deixa vir o frio do inverno
e senta-te diante do fogo que arde
se esperares a muralha cairá
sob o peso que o tempo traz
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Uma viagem no Barroco - 23 François Couperin - La Sultane (1668-1733)
Manfredo Kraemer, violin. Jay Bernfeld, viola da gamba. Carol Lewis, viola da gamba. Michel Murgier, basse de violon. Mike Fentross, theorbo. Skip Sempé, clavecin.
Capriccion Stravangante. Director: Skip Sempé.
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Marcadores: Música, Uma viagem no Barroco
Sob suspeita
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Marcadores: Cadernos do Esquecimento
03/11/09
Impressões - XXX
na hora em que a terra escurece
não é a tristeza que cai sobre a face
nem o abandono que há-de vir
não é a dor que se desenha no horizonte
nem a queda que se pressente
ouve-se apenas a cotovia cantar
e sentado à sombra da buganvília
vê-se crescer sobre o mundo
o véu tecido pela insignificância
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Uma viagem no Barroco - 22 Girolamo Frescobaldi - Aria di balletto (1583-1643)
Italian keyboardist and composer. His father was a musician and a prominent Ferrarese citizen; he studied with the Ferrarese court organist Luzzaschi (a debt he often acknowledged in dedications), from whom he received training on Vicentino's chromatic archicembalo as well. He was named organist at the Accadernia della Morte in 1597 at the age of 14. At some point he came under the patronage of Guido Bentivoglio, a cleric and member of a powerful Ferrarese family. The duchy of Ferrara reverted to the papacy upon Alfonso's death in 1597; the principal Vatican figure in the affair, Cardinal Pietro Aldobrandini, promised a post at the papal court to Guido, who soon went to Rome, taking Frescobaldi with him. Girolamo was admitted to the Accademia di S. Cecilia in 1604 and became organist at S. Maria in Trastevere in 1607. He accompanied Guido to Flanders in 1607-8, where a set of his 5-part madrigals was published. He was summoned back to Rome by Guido's brother Enzo, a Vatican official, and was appointed organist of the Cappella Giulia, St. Peter's, upon his return; he worked also as a member of Enzo's household musica, though he was less than diligent in that post. He married in 1612 after fathering two illegitimate children by his future wife; by 1615 he seems to have left the service of the Bentivoglio family for that of Cardinal Aldobrandini, while the court of Mantua made an abortive effort to engage him in that same year. (Continuar a ler em HOASM , cf. também wikipedia)
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Na morte de Claude Lévy-Strauss
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O apagamento da figura humana
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02/11/09
Impressões - XXIX
assombrar as pequenas paixões
que me retêm longe de ti
uma gaivota deixava um traço de tristeza
e no céu as nuvens desenhavam
a face onde pressentia a tua voz
essa distância que nunca se aproxima
mesmo se o coração arde no fogo da noite
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Uma viagem no Barroco - 21 Johann Kaspar Ferdinand Fischer - Chaconne (1665-1746)
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Marcadores: Música, Uma viagem no Barroco
Falência técnica
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Padrinhos e afilhados
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01/11/09
Impressões - XXVIII
e juravam sobre a verdade
na sombra duma mão
mas é apenas areia mar
e um rasto de luz que ilude
o viajante ocasional
o sítio onde apanhavas búzios
e os confiavas à primeira criança
que a tarde trazia
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Uma viagem no Barroco - 19 - Jean Philippe Rameau-Tristes Apprets Pales Flambeaux (1683-1764)
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Marcadores: Música, Uma viagem no Barroco
Cláudio Magris - Alienação e autenticidade
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