13/10/09
12/10/09
Impressões - X
reclinadas para água
deixando uma sombra pairar
na luz da madrugada
prefiro as montanhas – dizias
enquanto o olhar se perdia
na rasura da planície
e tudo caía para o poente
para a suja traição da noite
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Comparar o comparável
Adenda: ver no Profavaliação e no Aventar já algum tratamento nesse sentido.
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O tempo das metáforas
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O futuro autárquico de Torres Novas
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Marcadores: Política
11/10/09
Impressões - IX
pede-se sempre demasiado à vida
um lugar perfeito
a sombra a suavizar o sol
o amor supremo
a banhar-nos de felicidade
ela oferece-nos um banco de jardim
para vermos o tempo desvanecer-se
o infindável fluir das estações
a face dos que passam
o alívio de quem sentado espera
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Do exercício da arrogância
Na verdade, se aqueles que lutam pelo poder deveriam estar todos no presídio, o lugar dos intelectuais deveria ser o hospício. São todos, de uma maneira ou de outra, incuráveis e irrecuperáveis.
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10/10/09
Impressões - VIII
não sei a distância
a que fica a tua morada
nem os olhos
vêem além da bruma
quando saías
para apanhar bagas
ainda em mim
uma voz cantava
mas tudo se extingue
na imensidão da manhã
as folhas tecidas na noite
o rasto de algum animal
ou a desolação
com que despediste
o teu do meu coração
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Será que Queiroz vai ganhar?
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Outra vez dia de reflexão
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O Malho, um santuário digno de peregrinação
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09/10/09
Impressões - VII
há coisas que preferimos não recordar
certas palavras ouvidas
um amor recusado
as imagens do mundo que sonhámos
serem as do passado
na clareira da memória então erguemos
um muro de terra
e deixamos o vento bater
à espera que a erosão o abra
para aquilo que perdemos
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Uma visão de Torres Novas
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Com amigos assim...
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Jornal Torrejano, 9 de Outubro de 2009
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08/10/09
Impressões - VI
a incúria a que tudo chegou
para quê falar
das folhas perenes
ou contar as promessas eternas
que um dia te fizeram
primeiro um leve deslizar de terras
depois o vento sopra
e no coração abre-se
uma cratera onde murcham
os lírios que plantaste
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O problema do pântano
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Joseph Maistre - Apologia do Jogo
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Uma antevisão
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07/10/09
Impressões - V
pássaros errantes
flocos de neve
não são corpos
os corpos que vejo
será o ardil de um deus
ou a terra a erguer-se
para a madrugada?
apenas um segredo de fogo
a latir no serralho da infância
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A Itália resiste
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Um país de vigilantes
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Percepções singulares
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Joseph Maistre - Mediocridade e superioridade
(...)
Conheceis, sem dúvida, a anedota de um ministro espanhol a quem o Rei tinha pedido o projecto de uma carta importante. O monarca, após tê-lo lido, tirou um outro do seu bolso, que tinha feito pessoalmente, e rasgou-o dizendo: O vosso é melhor. O ministro, ao retirrar-se, encontrou um conhecido, e disse-lhe, completamente assustado: Meu amigo, estou perdido. O meu senhor acabou de descobrir que tenho mais espírito que ele. [Joseph de Maistre, Six Paradoxes à Madame la Marquise de Nav...]
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06/10/09
Impressões - IV
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Amália Rodrigues - Povo que lavas no rio
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Da pobreza envergonhada ao ajuste directo
Imagem do Alvorecer.
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William Carlos Williams - Proletarian Portrait
A big young bareheaded woman
in an apron
Her hair slicked back standing
on the street
One stockinged foot toeing
The sidewalk
Her shoe in her hand. Looking
intently into it
She pulls out the paper insole
to find the nail
That has been hurting her
---------------------------------
Uma jovem e enorme mulher sem chapéu
e de avental
O cabelo liso sobre as costas
mesmo na rua
Um pé forte a pairar
sobre o passeio
Tem o sapato na mão. Olha
atentamente para ele
Puxa a palmilha de papel
para encontrar o prego
Era isso que a feria
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A gestão pelo terror
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05/10/09
Impressões - III
tudo se entrega
ao fulgor da queda
as folhas cansadas de estio
a luz vinda do outono
ou a música
com que orfeu matou
o amor de eurídice
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A Dra. Manuela e o Prof. Marcelo
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Educação e soberania
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Modernidade: aceleração e destruição
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O costume e a lei
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Uma ontologia fatídica
Adenda: o Presidente da República apelou hoje, como lhe competia, para a união em torno dos "grandes ideais republicanos". Mas como iremos nós deixar de ser aquilo que somos?
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04/10/09
Impressões - II
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O fim da aparência sagrada
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Emily Dickinson - 739
Tradução de outro poema de Emily Dickinson, o 739.
I many times thought Peace had come
When Peace was far away –
As Wrecked Men – deem they sight the Land –
At the Centre of the Sea –
And struggle slacker – but to prove
As hopelessly as I –
How many the fictious Shores –
Before the Harbor be –
-----------------------------------------
Pensei tantas vezes a Paz virá
Estando a Paz tão distante –
Como Náufragos – imaginam avistar a Terra –
No Meio do Mar –
E lutam impotentes – para revelar
Tão sem ânimo quanto eu –
Todos os Litorais fictícios –
Que antes do Porto há –
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Mercedes Sosa, Gracias a la Vida
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O destino dos médicos
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03/10/09
Impressões - I
na silhueta da tarde
um grito de carvão
assoma à porta
suspira
vê o sol declinar
a noite virá
cobrir de sombras
os vultos perdidos
à luz solar
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A rejeição
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Um suspiro de alívio
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E o refugiado?
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02/10/09
A força do Brasil
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Estou deprimido
Estou deprimido! Por causa desta notícia do Público sobre a nossa tetravó Ardi. A depressão não é por ter enriquecido o álbum de família, nem por esta nossa antepassada ser peluda, todos sabemos que naqueles tempos não havia tempo para ir a depiladora. Mais macaca peluda menos macaco, a família já não pode ficar mais descomposta do que está. O que me deprime é isto: Pensava-se, por exemplo, que o antepassado comum aos homens e aos chimpanzés teria sido um ágil trepador, conseguindo pendurar-se nos ramos das árvores, baloiçar-se e saltar de árvore em árvore tal como os chimpanzés de hoje. E também que, tal como eles, caminhava apoiado nos nós dos dedos das mãos. Mas não foi nada disso que os investigadores descobriram ao examinarem Ardi. Como explica ainda o comunicado acima referido, quando se encontravam no chão, os hominídeos de Ardipithecus caminhavam erguidos, apoiados nas suas duas pernas (isto é sugerido pela anatomia dos pés). Uma outra ideia estabelecida pode, aliás, estar em causa aqui: a que supõe que o bipedismo dos hominídeos nasceu quando eles se lançaram para espaços mais abertos, para a savana e não quando ainda viviam na floresta. Os Ardipithecus eram “bípedes facultativos”, dizem os investigadores. Quer dizer que os antepassados comuns a nós e aos grandes primatas eram mais parecidos connosco do que com eles? Quer dizer que eles mudaram mais do que nós? Quer dizer que nada garante que, num futuro mais ou menos longínquo, os nossos netos não sejam uma espécie de grandes orangotangos? Uma pessoa deprime-se, não é?
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Paul Verlaine - Agnus Dei
L'agneau cherche l'amère bruyère,
C'est le sel et non le sucre qu'il préfère,
Son pas fait le bruit d'une averse sur la poussière.
Quand il veut un but, rien ne l'arrête,
Brusque, il fonce avec de grands coups de sa tête,
Puis il bêle vers sa mère accourue inquiète...
Agneau de Dieu, qui sauves les hommes,
Agneau de Dieu, qui nous comptes et nous nommes,
Agneau de Dieu, vois, prends pitié de ce que nous sommes.
Donne-nous la paix et non la guerre,
Ô l'agneau terrible en ta juste colère.
Ô toi, seul Agneau, Dieu le seul fils de Dieu le Père.
-------------------------------------
O cordeiro procura a amarga esteva,
É sal e não açúcar o que prefere
O seu passo soa como chuva sobre poeira.
Quando quer um fim, nada o pára,
Brusco, avança, golpeando com a cabeça,
Depois bale para a mãe que inquieta acorreu...
Cordeiro de Deus, que salvas os homens,
Cordeiro de Deus, que os contas e nomeias,
Cordeiro de Deus, vê, tem piedade do que somos.
Dá-nos paz e não guerra,
Ó cordeiro terrível em tua justa cólera,
Ó tu, único Cordeiro, Deus, o único filho de Deus Pai.
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Conflito das interpretações
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Cooperação institucional - II
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Jornal Torrejano, 2 de Outubro de 2009
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O problema da verdade
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