27/06/09
A queda
Se há duas personagens que marcam o estilo e a natureza do actual governo, elas são o primeiro-ministro, José Sócrates, e a ministra da Educação, Lurdes Rodrigues. Têm muitas coisas em comum, desde um certo provincianismo, embora tratado de formas diferentes, até à arrogância, passando pele inflexibilidade, fundamentalmente quando pensam que estão perante os mais fracos.
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Isabel Hormigo - Exames ou trivialidades?
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26/06/09
Metamorfoses XLV
Bruno Maderna – Biogramma
florescem agora os jacarandás
vieram depois dos castanheiros
e pintam no céu uma ilusão de vida
a promessa de um arco-íris que não virá
com essas mentiras construímos a vida
erguemo-las como hóstias consagradas
carne de um deus cansado
por cansaço se entregou
de que te vale falar de esperança
e colher as pétalas que a tímida flor
pelo chão deixa cair
avança põe um pé no caminho
não perguntes a que destino leva
nem queiras na terra deixar vestígio
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O espectáculo da Justiça
Se há uma coisa que me impressiona no caso Freeport, e há bem mais que uma, é o espectáculo da Justiça. Este caso já devia ter sido investigado e resolvido há muito. Não o foi. Agora assistimos a um processo de constituição de arguidos como se assistíssemos a uma telenovela. No episódio de hoje, descobrimos o sexto arguido, José Inocêncio, antigo presidente socialista da Câmara de Alcochete. É evidente que este tipo de administração do suspense, este enrolar da intriga, tem consequências políticas e vai desgastando o Partido Socialista. Não é que o PS, pela forma como tem embrulhado a Justiça, não o mereça. Merece. Mas a decência das instituições passava bem sem o triste espectáculo do Freeport. E aqui não me estou a referir apenas ao processo do licenciamento. Estou a falar do andamento do processo judicial. O que nos reservará o próximo episódio?
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O novo Provedor de Justiça
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Jornal Torrejano, 26 de Junho de 2009
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25/06/09
Metamorfoses XLIV
Emmanuel Nunes – Tissures
a fragrância tecida nas folhas dos limoeiros
abre-se na tarde sobre ruas sonâmbulas
de onde partiram os últimos moradores
as casas são agora vísceras ao sol
entranhas que a vida recusou
vidros partidos cal carcomida
trave que cede ou telhados em ruína
a tudo isto juntas pelo cuidado da mão
e num bordado de linha clara
ergues paisagens de glória ausente
o fogo apagado as cinzas tão frias
e os animais a passear no desterro
de onde ninguém os recolherá
voltas para recompor as imagens
teces com barro a canção do destino
mas tudo cede à gravidade
e entrega-se ao precário silêncio da areia
ainda oiço o gorgolejar da vida ao naufragar
no pântano viscoso e espesso do tempo
avanço uma mão mas logo a retiro
o medo tomou-me conta das faces
e pulsa em cada célula do coração
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O mais antigo instrumento musical conhecido
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Como se produz o niilismo em educação?
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Educação: Portugal na vanguarda
«"Os professores que enfrentam uma sala de aulas cheia de miúdos com computadores precisam de aprender que já não são os especialistas no seu domínio: a Internet é que é", escreve Tapscott. Aludindo à sua experiência numa sala de aulas numa estadia em Portugal, Tapscott conta como os alunos recorreram à Internet para resolver uma questão colocada pelo professor: para saber o que era um equinócio, grupos de alunos pesquisaram a informação e quem a descobriu primeiro explicou-a aos colegas".»
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Jorge Miranda retira candidatura
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24/06/09
Metamorfoses XLIII
Philip Glass – Metamorphosis
no limiar da sombra há um animal
touro feroz sobre a planície cresce
quando se cavalga pela terra manchega
e o sol oferece a calma da exaustão
um milhafre cruza os céus de fogo
e um frémito varre toda a terra nua
não há cavalo nem cavaleiro que a dobre
apenas a sombra do touro a apazigua
as poucas árvores por deus ali abandonadas
são símbolos de água a voz do paraíso
dia após dia o transportamos aos ombros
como se fosse não prémio mas castigo
e na indiferença desta tarde infernal
onde tudo suspendeu o movimento
descubro no lugar do bem o sopro do mal
e na mudança o princípio do esquecimento
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A Antígona de Teerão
É este o rosto da jovem mulher iraniana que se vê morrer durante uma manifestação em Teerão (ver o vídeo do Telegraph). Olhamo-la e vemos nele uma nova personificação de Antígona. Sempre que encontramos uma Antígona, sabemos que estamos perante a tirania. O destino de todas as antígonas é dar o seu sangue pela liberdade e é essa dádiva que torna a sua beleza misteriosa e inconfundível. São mães que nunca tiveram filhos, mas trazem nas entranhas essa coisa extrordinária que é o desejo de ser livre.
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A data das eleições
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23/06/09
Metamorfoses XLII
Gavin Bryars – Farewell to Philosophy
no farol cor de malva crescem flores silvestres
à minuciosa luz do entardecer
os barcos tecem redes pequenas armadilhas
onde aprisionam as águas até que o porto
os devore na sombra que desagua na noite
um sino repica ao longe e escutam-se passos
na pressa que levam partilham o medo da solidão
e se sulcam as ruas onde se ouve o marulhar das águas
é para as infestar de geada e restos de sal
a película de seda escura que cobre o horizonte
rasga-se se o farol rodopia e por um instante a ilumina
traçando um cone de luz promessa de um dia nítido
sem a gangrena que a tudo escurece
não falemos em extinção nem na ânsia
que toma os membros os inclina e joga pelo chão
deixemos apenas as flores crescer no farol de malva
para gritarem quando chegar o calor do estio
deixemos apenas a luz sucumbir no terror da mão
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Do equívoco do privilégio
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A saga continua...
Hoje foi dia de exame de Matemática B (ensino secundário). A saga continua. Ler aqui a opinião da SPM.
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Os balanços da senhora ministra
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22/06/09
Metamorfoses XLI
Olivier Messiaen - Quator pour la fin du temps
a cidade desfalece ao crepúsculocasas caídas ruínas vindas da terra jubilosa
a visão solar do casario ao longe
as árvores ressequidas pelo calor de junho
e o insuportável cristal a tudo deixa ver
um cheiro a urina seca vem das esquinas
aqui e ali miam gatos vadios pardos cansados
à luz dos candeeiros chega a liturgia da noite
ilumina as velhas paredes do castelo
onde cessaram de repente todos os combates
sigo com atenção o lento trabalho do bolor
um exército de cavaleiros azuis invade a laranja
delimita o território conquistado
traça universos de morte na madeira das casas
anuncia na língua dos profetas o porvir
entro num café ainda aberto as mesas vazias
no balcão estão copos sujos cascas de tremoços
– um súbito clarão atravessa a rua e logo um carro o segue –
a televisão grita no silêncio furioso da sala
e numa cadeira de fórmica o dono dormita babando-se
é tarde as cores esbatem-se num cinza matizado
das paredes das casas vêm ondas de calor
aqui e ali ouvem-se vozes e uma bicicleta passa
corta o ar quente e perde-se na curva ao entrar
nos meus olhos abertos para a cegueira que os contamina
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