25/01/09
24/01/09
Vision of Hildegard von Bingen-voice Hana Blochová
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Desagregação
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Michael Powell & Emeric Pressburger - A Matter of Life and Death (1946)
Interrompi a viagem pela filmografia de Douglas Sirk, para uma intromissão na dos realizadores britânicos Michael Powell e Emeric Pressburger. A Matter of Life and Death é uma reflexão sobre como o amor é capaz de suturar os mundos mais distantes, sejam os que estão separados por um oceano, sejam aqueles cuja fronteira divide o reino dos vivos do reino dos mortos. A Matter of Life and Death é uma belíssima, comovente e, ao mesmo tempo, divertida obra de arte.
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Nem eu também te condeno
Convém ter em atenção que esta misoginia bárbara não atinge apenas os cantos mais obscuros do Islão. Junto do chamado ‘Islão moderado’ também encontramos casos semelhantes. Em “Despedaçada” (Campo das Letras), a franco-marroquina Touria Tiouli descreve como foi presa por ter sido violada no Dubai. É isso mesmo cara leitora: Tiouli foi violada por três gandulos, e as autoridades, em vez de perseguirem os violadores, acusaram Tiouli de “relações sexuais fora do casamento” um crime gravíssimo no moderníssimo Dubai. A vida das mulheres muçulmanas é, de facto, um “monte de sarilhos”. [Henrique Raposo, Expresso, 24/01/2009 ]
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Ruínas tecnológicas
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23/01/09
Janis Joplin - Mercedes Benz
Num remake deste blogue, volta o Mercedes-Benz, da Joplin. Ok! Todos sabemos que os Mercedes já não são Benz, e que, hoje em dia, quando alguém calça umas belas luvas pretende mais do que um Mercedes. Os tempos mudam. Estas histórias de luvas, porém, têm a ver com a magna questão da derrelicção, do abandono do Filho pelo Pai. A cançoneta da Joplin bem explica: «Oh Lord, wont you buy me a mercedes benz ?» Mas o Senhor não compra, o Senhor não quer saber dos desejos daquele seu filho e abandona-o. É então que ele pergunta: mas que fazer, se «my friends all drive porsches»? Será que «I must make amends»? Será que terei de «Work(ed) hard all my lifetime»? Sem «help from my friends»? Ó não, os amigos são para as ocasiões e de ocasião. Adandonado pelo Pai, um pobre filho, se for curioso e empenhado, sempre encontrará os amigos que o enluvarão. «So oh lord, wont you buy me a mercedes benz ?» Se Deus não nos tivesse abandonado, se aquecesse não o coração, mas as nossas mãos, para que seriam precisas tantas luvarias? Thats it!
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Douglas Sirk - All I desire (1953)
Contínua a minha viagem pelo universo melodramático de Douglas Sirk, um realizador excepcional, como é excepcional aqui Barbara Stanwick
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Cheiros e imagens
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Fazer voz grossa
Sócrates, o grande timoneiro que Deus, em desespero de causa, nos deu, disse que não gostou de ver deputados do PS a votar a moção de suspensão da avaliação de professores, uma iniciativa do CDS-PP. Eu percebo perfeitamente o seu desgosto. Com que direito há deputados que, em vez de fazerem o que o feitor lhes manda, são homens independentes, homens que agem em conformidade com as suas convicções e a sua consciência? Isso é inaceitável, e o mordomo deve pôr, de imediato, o pessoal menor na ordem. Quem lhes disse que o parlamento é o lugar do pensamento livre e autónomo?
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Índices
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Jornal Torrejano, 23 de Janeiro de 2009
On-line está a edição semanal do Jornal Torrejano. Notícia maior é o concerto integrado na campanha de solidariedade com Mariana Menino. Referências ainda para o aniversário do rancho folclórico de Torres Novas e para o empate cedido pelo Desportivo em Penamacor.
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Juventudes
A juventude é um estádio da vida interessante. O seu interesse resulta da combinação entre a efervescência hormonal, a ignorância descabelada e, por vezes, a estupidez mais acintosa. Imagine uma aula onde o professor está a ensinar Platão ou Descartes, a explorar os textos desses autores, a expor as suas teorias e respectivos argumentos. É certo e sabido que terá de ouvir a um adolescente ou pós-adolescente um comentário onde ele comunica ao mundo que não concorda com nada daquilo. Comunicações destas deixam-me logo de sobrolho franzido e a perguntar ao aluno se alguém lhe tinha pedido a concordância (hoje em dia, retraio-me perante a força das teorias pedagógicas que transformaram a ignorância, a estupidez e a falta de vergonha e de humildade em virtudes muito apreciadas na escola). Mas tudo isto vem a propósito daquilo que o dr. Mário Soares disse, e bem, sobre o chamado casamento homossexual. Ora, como todos sabemos, o dr. Mário Soares, gostemos ou não dele, está para a política nacional como o Platão ou o Descartes estão para a história da filosofia.
Tendo em consideração aquilo que a escola portuguesa vem destilando, não é de admirar que o chefe da Juventude Socialista, certamente uma irrelevância que amanhã terá imenso relevo, se apressasse a dizer que o dr. Mário Soares estava enganado. E esclareceu o povo sobre a vexata quaestio da relação entre a esquerda e o dito casamento entre pessoas do mesmo sexo. Parece que o problema não é apenas da esquerda radical, mas de toda a esquerda. O génio em formação teve mesmo a humildade das pessoas profundas, ao partilhar connosco este notável pensamento: «há uma diferença muito grande em ser radical ou estar à frente». Afinal o problema é mesmo uma questão de posição. Uns estão à frente, outros atrás. Compreende-se. Quando o assunto mete questões de sexo, o atrás e o à frente sempre têm a sua importância. No fundo, é um problema de orientação no espaço e, tanto quanto se sabe, o dr. Mário Soares é formado em Direito e Histórico-Filosóficas e não em Geografia. Se ele fosse geógrafo talvez se desenganasse.
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22/01/09
David Lynch - The Straight Story
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Marcadores: Cinema
Douglas Sirk - Magnificent Obsession -Jane Wyman & Rock Hudson (1954)
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Uma questão de legitimidade
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Marcadores: Política
O dia de hoje
Abel Manta - Apolo e as Musas (1934)
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Marcadores: Ocasionália
21/01/09
O tempo da responsabilidade
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20/01/09
Atahualpa Yupanqui - Duerme negrito
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Marcadores: Música
Emblemas e questões críticas
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Progresso moral da humanidade?
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19/01/09
Um mau sinal
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Biber - Sonata 6 from Mystery Sonatas
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Entrevista a Alice Vieira
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18/01/09
Harrison Birtwistle : Tragœdia
Graças à Ivone (Ponteiros Parados), tive acesso à trilogia de Ésquilo, Oresteia. Para lá da excelência teatral encarnada na Oresteia Company, dirigida por Peter Hall, descobri a música de Harrison Birtwistle, um compositor contemporâneo que não conhecia. Mais um motivo de gratidão para com a Ivone Mendes.
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O problema das luvas
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17/01/09
A derrota de Platão
Acabou-se! Eis a vantagem da democracia: a limitação de mandatos. Foram oito anos de difícil aprendizagem para o mundo, foram oito anos de equívocos, foram oito anos de oportunidades perdidas, foram oito anos em que o Ocidente se tornou mais fraco. Bush, porventura, nunca perceberá que é um derrotado, apesar das vitórias eleitorais. Há, nesta passagem de Bush pelo poder, outros derrotados: os intelectuais. Rir-se-á o leitor. Como é possível ver na presidência deste Bush uma derrota dos intelectuais? Logo deste que parece não ter uma ideia na cabeça. O problema está aí. Por não as ter, teve necessidade de se rodear de uma elite de intelectuais neo-conservadores. Estes trouxeram todo o esquematismo do pensamento para o domínio da acção política. Os resultados estão à vista. A presidência de Bush é mais uma prova contra o meu filósofo preferido, Platão. Sempre que os intelectuais tentam trazer o mundo das ideias à terra (ó como Marx também sonhou com isso...), o desastre é certo. Não há bandeira ou comoção que nos salve.
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Votar nos socialistas?
Consta que o futuro programa do PS inclui um referendo sobre a regionalização. Eis mais um bom motivo para não votar nos socialistas. Como tenho dito, em abstracto, a regionalização até é uma ideia interessante. Mas no contexto actual é mais do que um erro colossal, é um atentado contra a unidade nacional. Quais são os traços essenciais desse contexto: 1. a retórica pós-moderna do fim do Estado-Nação e o esforço de inúmeros actores, falemos assim, para provarem que vivemos numa época pós-nacional; 2. a avidez dos comissários partidários de província, a necessidade de partilharem um pedaço significativo do bolo e de terem uma migalhas substanciais para distribuírem pelos vassalos; 3. o recente episódio do estatuto da região autónomo dos Açores; 4. os anseios, que começam a desenhar-se, de tornar Portugal num estado federado. Estas realidades bastam para pensar não duas vezes, mas vinte vezes antes de se votar na regionalização. A retórica denunciadora do centralismo lisboeta apenas encobre o desejo de pôr as garras em parte substancial do orçamento, para criar pequenos feudos onde suseranos de província ditem a pequena ordem que lhe aquece a alma e exalta os ânimos.
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16/01/09
Giovanni Palestrina - Missa Papae Marcelli - Gloria
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Marcadores: Música
Eça de Queiroz - Editorial do Distrito de Évora
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Marcadores: Sociedade
Jornal Torrejano, 16 de Janeiro de 2009
On-line está a edição desta semana do Jornal Torrejano. Na primeira página, destaque para a Comissão de Utentes do Médio Tejo e a sua acção relativa ao Centro Hospitalar. Referência também para a homenagem do Núcleo sportinguista local ao torrejano Ferreira Canais. Refira-se, ainda, a aposta da nova direcção dos Bombeiros na ampliação do quartel.
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Marcadores: Jornal Torrejano
15/01/09
Tarde em Itapuã - Vinicius de Moraes + Toquinho
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Marcadores: Música
Da razão e da adrenalina
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Slavoj Zizek: A filosofia moderna e a foda
- Descartes: «Fodo, logo existo», isto é, só na actividade sexual intensa sinto a plenitude do meu ser (a resposta «descentradora» de Lacan a isto teria sido: «Fodo onde não existo, e não existo onde fodo», ou seja, não sou eu quem fode, mas «isso fode» em mim);
- Espinosa: Dentro do Absoluto enquanto Foda (coitus sive natura), devemos distinguir, no mesmo sentido da distinção entre natura naturans e natura naturata, entre a penetração activa e o objecto fodido (há aqueles que fodem e os que são fodidos);
- Resposta kantiana a esta crise: «as condições da possibilidade de foder são ao mesmo tempo as condições da possibilidade dos objectos [da] foda»;
- Fichte radicaliza esta revolução kantiana: foder é uma actividade incondicional que se postula a si própria e que se divide em fodedor e objecto fodido, ou seja, é o próprio foder que pressupõe o seu objecto, o fodido;
- Hegel: «é crucial conceber o Foder não só como substância (o impulso substancial que nos subjuga), mas também como sujeito (como actividade reflexiva inserida no contexto do significado espiritual)»;
- Marx: devemos regressar ao foder real e rejeitar a filosofice masturbatória idealista, ou seja, nos termos literais em que o expressou na Ideologia Alemã, a vida real está para a filosofia, assim como o sexo real está para a masturbação;
- Nietzsche: a Vontade é, na sua expressão mais radical, a Vontade de Foder, que culmina no Eterno Retorno do «quero mais», de uma foda que prossegue indefinidamente
- Heidegger do mesmo modo que a essência da tecnologia não é nada «tecnológica», a essência de foder não tem nada a ver com a foda enquanto simples actividade ôntica; ou melhor, «a essência do foder é o foder da própria Essência», isto é, não somos apenas nós, humanos, que fodemos a nossa compreensão da Essência», é a Essência que já está em si mesma fodida (inconsistente, retraída, errante);
- e, finalmente, a intuição de como a própria Essência está fodida, leva-nos à expressão de Lacan «a relação sexual não existe». [Slavoj Zizek, Lacrimae Rerum, pgs 150-152, nt 108]
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A matéria e a forma
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12/01/09
A professora primária
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Kronos Quartet plays Pelle Gudmundsen-Holmgreen
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A escrita de Deus
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Marcadores: Literatura
11/01/09
Pierre Boulez : Rituel in Memoriam Bruno Maderna
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Celebrar o futuro
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Marcadores: Política
10/01/09
Tom Waits Waltzing Matilda live 1977
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G. K. Chesterton - A mais negra e ousada das conspirações
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Marcadores: Literatura
Uma palavra de Lachelier
No início do "Avant-Propos" da sua obra Héritage des Mots, Héritage d'Idées, Léon Brunschvicg escreve: "Conta-se que o grande filósofo, Jules Lachelier, nomeado para o Liceu de Toulouse, começou as suas aulas perguntando: o que é a Filosofia?, e acrescentou imediatamente: não sei. O que provou o divertimento de toda a cidade de Toulouse; o professor de Filosofia que lhe tinham enviado de Paris não sabia o que era a Filosofia." Brunschvicg não data o episódio, mas ele terá ocorrido, certamente, entre 1857 e 1864, datas que marcam a época em que Lachelier ensina em diversos liceus franceses. Portanto, em pleno século XIX.
O que é interessante nesta história não é tanto o aspecto filosófico dela. A Filosofia é essa estranha sabedoria feita do reconhecimento do não saber e, em primeiro lugar, do não saber o que é a própria Filosofia. Aqui não haverá qualquer novidade para quem esteja minimamente ligado ao mundo da Filosofia. Interessante é o aspecto social. Em pleno século XIX, as palavras de um professor de Liceu, ditas perante adolescentes, eram objecto de comentário pelos "círculos que interessavam", numa grande cidade francesa.
Todos se congratularão, hoje em dia, com a democratização (se é que ele existe de facto) do ensino liceal. Essa democratização, porém, trouxe como consequência que nenhuma palavra de um professor liceal será memorável. Todas as palavras que os professores liceais (do secundário, na nossa estúpida e inútil designação) proferem em todas os liceus (escolas secundárias, na abjecta designação que o poder político democrático escolheu para os liceus) deste país serão apenas banalidades que se perdem mal termine a aula. Lachelier fez rir os círculos bem-pensantes de Toulouse, mas fez ao mesmo tempo pensar os seus alunos. Eles sentiram-se chocados e reportaram aos seus pais esse mesmo choque. Que palavra poderei proferir numa aula de filosofia que choque os meus alunos? Isto é, que os faça pensar? E Lachelier não disse mais do que dizem muitos dos professores de filosofia que há por esse país fora.
Talvez, sob a capa deste história anedótica, se esconda uma verdade sobre a democratização do ensino. Na verdade, não houve qualquer tipo de democratização. O ensino liceal (não esqueçamos que cá se designa pelo humilhante nome de ensino secundário) a que se tem direito é apenas uma ténue sombra daquele que as elites tinham no século XIX e em parte do século XX. A democratização do ensino liceal talvez não tenha passado de uma gigantesca manobra de falsificação da realidade. Sendo assim, é muito provável que o nome de ensino secundário seja de facto o mais exacto, devido à mixórdia que o poder político serve nessas escolas a que, em Portugal e sem pudor, se deu o nome de escolas secundárias. Sim, um ensino de segunda ordem.
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Desilusão meteorológica
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09/01/09
A cegueira do poder
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Marcadores: Política
Jornal Torrejano, 9 de Janeiro de 2009
On-line está a edição semanal do Jornal Torrejano. Destaque para a apresentação, pela PSP, do programa de policiamento de proximidade para Torres Novas. Referência também para a constatação, por parte do Presidente do Município de Torres Novas, de que a construção de um bairro social na via panorâmica das Tufeiras foi um erro.
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Só falta mesmo a neve
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Marcadores: Meteorologia, Ocasionália
Maderna: "Biogramma"
Para começar o dia, a música do compositor italo-germânico Bruno Maderna (1920-1973). Talvez não seja bem a música indicada para um programa tipo despertar, mas neste blogue não se pretende despertar seja quem for. Quem quiser dormir que durma, quem quiser ouvir que oiça...
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08/01/09
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Um blogue moribundo
Gustave Courbet - Hombre Moribumdo
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Marcadores: Blogosfera
Slavoj Zizek - Lacrimae Rerum
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04/01/09
O Estado Federado
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Marcadores: Política
Ensino profissional
Comecemos pelo futuro. O Público diz-nos que o ensino profissional mais que triplicou nos últimos dez anos. A ministra da Educação proclama que o objectivo para 2010, de ter 50% de alunos do ensino secundário em cursos profissionalizantes, já foi atingido nos alunos do 10.º ano. Mas o futuro é-nos anunciado, discretamente, pelo senhor Luís Presa, presidente da Associação Nacional de Ensino Profissional: nos países do Norte da Europa, esse tipo de ensino é frequentado por cerca de 70% a 80% dos alunos. Mensagem subliminar: atenção, o ensino secundário "via de ensino" só se destina a uma pequena percentagem de alunos. Todos começamos a perceber então o que significa o plano tecnológico e o elevado investimento em educação: preparação de proletários. Eu nada tenho contra a realidade. Ela é o que é. Nós não precisamos de tantos licenciados, nem de tantos universitários. Mas chamemos os bois pelo nome, por uma questão de probidade. Não se falsifique a linguagem.
Olhemos para o passado. Quem foram os responsáveis pela disseminação de tanta ilusão? Quem escancarou as portas do ensino secundário e das universidades a iletrados e a gente que odiava estudar, mas que queria ser doutor ou engenheiro? Quem é o responsável por muitos alunos só ingressarem no ensino profissional depois de um ou vários anos de insucesso no ensino secundário "via de ensino"? Quem se recusa, ainda hoje, a fazer a selecção de alunos na entrada do ensino secundário "via de ensino", deixando a entrada no ensino secundário profissional ao acaso, aos anos de insucesso escolar ou à falta de ambição? Quem evita confrontar alunos e pais com a dura mensagem de que o ensino secundário "via ensino" é só para alunos que queiram estudar arduamente?
Só mais duas notas. Em primeiro lugar, uma das armas de arremesso contra os professores utilizada pela actual ministra da Educação foi o insucesso escolar no ensino secundário. Mas a senhora ministra, talvez por défice de informaçao sociológica, esquecia sempre a dura realidade de muito desse insucesso se dever à permissividade política na entrada no ensino secundário "via de ensino". Em segundo lugar, convém referir que não basta ter ensino profissional. É preciso que ele tenha qualidade e responda às necessidades do país, o que falta claramente demonstrar.
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02/01/09
Vasco Pulido Valente - A divisão da Rússia
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01/01/09
O gás russo e o conceito de autarquia
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Nostalgia
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Marcadores: Arqueologias
O estranho caso do estatuto dos Açores
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Marcadores: Política
Ryuichi Sakamoto - Rain (live)
Assim começou o ano, a chover. Mau prenúncio? Já não há quem saiba ler os elementos, o voo dos pássaros, as entranhas dos animais. Trocou-se tudo isso pela estatística e pela tibieza do cálculo de probabilidades. Comecemos, então, com a música de Sakamoto. Não se começará completamente mal...
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Marcadores: Música
31/12/08
Há um ruído de corvos no lancil do passeio.
Há um ruído de corvos no lancil do passeio.
Ao longe ouve-se a agonia de uma ambulância,
o estrídulo repicar do aço sobre um incêndio de palha.
Se as vozes alvorecem a cantar, adormecem surdas,
deixando um rasto de sangue e saliva
na orla negra, um dia rio lhe chamaram.
Apagaram os faróis e o mar é um cemitério de barcos
carcomidos pelo sal, um depósito de algas negras,
sacos de plástico, peixes e almas em decomposição.
Assim começam todos os anos e assim terminam.
Mas o ardor do álcool e a ilusão do sangue
semeiam quimeras ali onde os dias germinam.
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Marcadores: Poesia, Poesia - em mim
25/12/08
José Carreras, Diana Ross, Placido Domingo - O Tannenbaum
Pois é, estamos mesmo em época de Natal.
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Stille Nacht (Silent Night) German - Sing Along
Este "Stille Nacht", cantado na língua original pela Nana Mouskouri, é especialmente dedicado à leitora Maria Correia. Um Bom Natal.
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24/12/08
Luciano Pavarotti - O Holy Night
Bom Natal a todos.
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23/12/08
Peteris Vasks - Dona nobis pacem
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22/12/08
Fora do tempo
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19/12/08
Jornal Torrejano, 19 de Dezembro de 2008
Nova edição on-line do Jornal Torrejano. Destaque para a aprovação do orçamento municipal, um orçamento na ordem dos 70 milhões de euros. Referência também para apresentação, por António Rodrigues, da taxa de execução do programa Turris XXI. Nota ainda para o sentimento de insegurança que atemoriza torrejanos.
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18/12/08
O governo conseguiu
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Grupo Corpo - Bach (1) - Belo Horizonte
~
Para começar bem o dia.
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