10/06/08
27/05/08
Sydney Pollack
Morreu ontem o realizador Sydney Pollack (Público). Neste vídeo, o realizador explica as diferenças entre Widescreen et le Pan & Scan. O maior êxito da sua carreira foi África Minha.
Sydney Pollack
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18/04/08
Don Camillo - Discorso di Peppone
Por causa deste post do A Ágora lembrei-me de ir à procura de D. Camillo (o pároco anti-comunista de Brescello na Emilia Romagna) e de Pepone (líder comunista local). Ali estava desenhada a estranha relação entre comunistas e democratas-cristãos na Itália do pós-guerra. D. Camillo e Peponne eram duros adversários, chegavam mesmo a vias de facto, mas, para além disso, eram amigos ou quase irmãos. Nas múltiplas histórias de Giovanni Guareschi, o criador das personagens romanescas, chega um a monsenhor e outro a senador. Li sempre com muito agrado e boa disposição estas historietas ingénuas, ou talvez nem tanto. Também vi os filmes e os trejeitos de Fernandel.
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16/04/08
A morte de Pedro Bandeira Freire
Segundo noticia o Público, morreu hoje Pedro Bandeira Freire. De entre as suas múltiplas actividades, aquela que mais me interessou foi a fundação do cinema Quarteto. Durante alguns anos da minha vida, os anos de universidade, ir ao cinema era ir ao Quarteto. Numa das quatro salas, senão em todas, haveria um bom filme a ver. Depois, com o afastamento de Lisboa, deu-se o afastamento do Quarteto e, durante anos, do próprio cinema. Há três ou quatro anos ainda fui ver um filme ao Quarteto, mas já nada era como dantes. A aura tinha desaparecido, as pessoas que frequentavam a casa eram de outro género. A ASAE fechou o cinema e o seu criador desapareceu. Lisboa e o mundo tinham já mudado.
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14/04/08
Maria Callas - Medea (Pasolini & Cherubini)
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04/04/08
Judy Garland - Somewhere Over The Rainbow
Está bem, mas uma pessoa não tem direito a estas pequenas coisas?
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03/04/08
Audrey Hepburn - "Moon River"
Não, não, o mundo não é perfeito, mas, por vezes, pouco lhe faltou.
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19/03/08
Oiseau Rare - Hector Zazou
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18/03/08
The English Patient - Trailer
O realizador de O Paciente Inglês, Anthony Minghella, morreu hoje.
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25/02/08
Ethan & Joel Coen - No Country for Old Men - AWESOME Trailer!!!!
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05/01/08
Kagemusha (Akira Kurosawa, 1980) e a sombra de bin Laden
Diz uma notícia da Lusa que «A Al-Qaida anunciou hoje que, no âmbito da estratégia para ampliação da rede terrorista, a partir de agora mensagens em vídeo do líder Usama bin Laden e do "número dois" Ayman al-Zawahiri poderão ser descarregadas directamente nos telemóveis.» Deixe-se de lado a estratégia modernista destes apologistas do retorno à medievalidade. O que é espantoso é a figura de Bin-Laden. Cada vez que surge um vídeo da personagem, recordo-me do filme de Akira Kurosawa, Kagemusha ( A Sombra do Guerreiro). Não será esse bin Laden a sombra do verdadeiro bin Laden? Mas mesmo que Usama esteja vivo, não será ele para nós, ocidentais, uma verdadeira sombra, daquelas que causam assombração? Uma coisa é verdade: para nós, o mundo está assombrado.
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31/12/07
J. K., in a funny "Libiamo", France 1933
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27/11/07
John Ford - The man who shot Liberty Valance
Claro que o castelhano estraga um pouco a sequência, mas John Wayne e James Stewart estão acima da confusão das línguas.
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24/10/07
Luis Buñuel - Belle de Jour - Trailer
Hoje, às 21h 30m, no Cine Teatro Virgínia, em Torres Novas, numa sessão do Cine Clube. Luis Buñuel e acima de tudo Catherine Deneuve. Olhar para ela e sentir como é injusta a ordem do mundo que faz com que o tempo não pare.
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14/09/07
Cinema e pacto germano-soviético
Vem aí um momento difícil para os admiradores de Estaline. O cineasta polaco Andrzej Wajda realizou um filme sobre o massacre de Katyn, perto de Smolensk. Em Setembro de 1939, 22 000 oficiais polacos são feitos prisioneiros pelo Exército Vermelho, que acabara de invadir a Polónia, sob a cobertura do pacto de não agressão germano-soviético(Pacto Ribbentrop-Molotov). Em Março de 1940, Estaline ordena o fuzilamento desses oficiais. Na floresta de Katyn, desapareceram 4410. Outros ossários foram descobertos noutros lados. O pai de Wajda foi um dos oficiais mortos em Katyn. Não faltam razões aos polacos para odiar alemães e russos. A História não passa de um registo de malevolências.
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31/07/07
Michelangelo Antonioni, o eclipse definitivo
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30/07/07
Ingmar Bergman, A Flauta Mágica
Ainda Ingmar Bergman. Uma pequena visita à Flauta Mágica, de Mozart. Birgit Nordin, a Rainha da Noite, canta a ária Der Hölle Rache.
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Ingmar Bergman, a vinda do sétimo selo
Há dias, num post aqui fez-se referência a um dos seus grandes filmes, Morangos Silvestres. Hoje fica um vídeo de Saraband. O confronto entre pai e filho levado até ao extremo. Não é um cena da vida conjugal, é pior, muito pior…
Agora restam os filmes e a certeza de que Bergman não mais os fará. Saraband é um excelente testamento estético.
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26/07/07
Fantômas
Há um tempo na vida onde a eternidade parece ser a própria natureza das coisas. Esse tempo é aquele em que vivemos no país encantado da infância e da primeira adolescência. O Verão, por esses dias, era se não a própria eternidade, pelo menos uma imagem dela. Aí quando o espírito ainda não estava inquieto, havia tempo para as leituras, enormes leituras, estivais. A passear pela Internet, em escavação arqueológica, descobri uma dessas leituras. As obras de Pierre Souvestre e Marcel Allain que possuíam por protagonista um anti-herói, Fantomas (Fantômas, na tradução portuguesa), criminoso genial, em luta contra o comissário Juve, sob o olhar de Fandor, o jornalista. Quase 100 anos depois da saída do primeiro Fantômas, ainda esta trilogia – malfeitor, polícia, jornalista – mantém um papel central na vida das sociedades contemporâneas. Vejam-se os telejornais. Aqui em baixo fica uma das capas do primeiro volume da série Fantômas.
Na altura em que surgiu a série (1911 – 1913), despertou o entusiasmo da grande intelectualidade de língua francesa. Blaise Cendras chegou a considerá-la, não sem amplo exagero, “a moderna Eneida”. Appolinaire considerou que “Fantômas, do ponto de vista imaginativo, é uma das obras mais ricas que existe”. Mesmo Jean Cocteau afirmou: “lirismo absurdo e magnífico”. Mas naqueles tempos em que li algumas, mas não muitas, aventuras de Fantômas, não fazia a mínima ideia da existência de Cendras, ou de Apollinaire, ou de Cocteau. Lia. Era isso que se fazia, aqueles que o faziam, no calor do Verão. Para concluir o post um vídeo. Louis de Funès, no papel de comissaire Juve, com a pouca graça que sempre lhe achei. Excelente o DS de Fantomas.
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18/07/07
Luchino Visconti - O Leopardo
Eis a história da Europa. Ali, num dos mais famosos bailes de todo o cinema, vê-se a emergência do mundo que ainda é o nosso. Numa Itália em processo de unificação, 1860, a jovem burguesa, Angélica (Claudia Cardinalli) dança com o Príncipe de Salina, Don Fabrizio (Burt Lancaster), tio de Tancredi (Alain Delon), noivo de Angélica. O baile é o momento simbólico em que a antiga aristocracia abre os braços aos senhores do dinheiro, abraça-os, de facto, ao ritmo envolvente da música. Mas se olharmos a montante e a jusante desde momento simbólico, o que encontramos na história da Europa? A montante, a Revolução Francesa (1789) e o triunfo do 3.º estado, da burguesia, para falar em linguagem corrente. A jusante, a história é menos jubilosa: duas guerras mundiais, que começaram por ser duas guerras civis europeias (1914-18; 1939-45).
O Príncipe de Salina julgava salvar o seu mundo naquela dança. Mas por trás da angélica face de Angélica, escondia-se o braço férreo do dinheiro. Os valores da aristocracia morreram ali. Um mundo mais inflexível tinha chegado à dominação. Talvez a pergunta que devamos fazer seja esta: como se passa da Revolução de 1789 paras as catástrofes de 1914-18 e 1939-45? Resposta: a dançar.
Pena que não tenhamos acesso à versão original de Visconti, em italiano, mas a uma dobragem em espanhol. Enfim, é a Europa.
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