14/09/11
04/01/10
Ponto G, afinal não há, ou haverá?
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01/01/10
O alelo 334
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31/12/09
Do saudável e do patológico
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20/12/09
O problema das compras
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25/10/09
Gatos e vírus
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08/08/09
Bartolomeu de Gusmão - A passarola
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25/06/09
Como se produz o niilismo em educação?
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13/05/09
As teorias conspiratórias da gripe suína
O mundo sempre foi propício a teorias da conspiração. Estas são o sal da história. Sem uma conspiração por detrás dos acontecimentos, a história dos homens não passaria de uma narrativa insossa. Nisto revela-se a propensão metafísica da humanidade. Os factos históricos são puros acidentes, os quais têm a sua origem na essência verdadeira, a conspiração. Com a epidemia da gripe suína veio para a esfera pública a discussão de uma nova conspiração. Segundo os adeptos da teoria, o vírus teria sido fabricado em laboratório. Dividem-se, porém, os teorizadores em dois grupos. Num dos lados, estão os adeptos do acidente; no outro, encontram-se aqueles que defendem o fabrico propositado do vírus para infectar intencionalmente as populações e assim se venderem vacinas.
A pregnância destas teorias reside na verosimilhança dos seus supostos. Em primeiro lugar, é verosímil que pessoas ajam maldosamente com vista ao lucro. Faz parte da natureza humana. Em segundo lugar, o conhecimento científico e técnico está suficientemente desenvolvido para produzir este tipo de vírus. Em terceiro lugar, está instalada uma forte desconfiança entre as populações e os vários tipos de elites. Nestas incluem-se as elites económicas e científicas. Este terreno é fértil para todo o tipo de delírios da razão. Mas o problema central é este: e se o delírio não é delírio? Do ponto de vista jurídico, cabe aos teóricos da conspiração provar que ela existe ou existiu. Mas do ponto de vista da percepção social o problema é diferente: cabe àqueles que não conspiraram provar que de facto não o fizeram. Esta contradição parece insanável.
Se de facto a epidemia alastrar com com elevado número de mortes, a teoria da conspiração ganhará terreno e poderá mesmo ser alavanca de grande agitação social. Por isso, há, do ponto de vista político, todo o interesse em mostrar que o vírus que atormenta a humanidade apareceu naturalmente e sem intervenção demiúrgica humana. Com a intervenção da OMS, o problema deixou de ser apenas científico e tornou-se eminentemente político. Era bom que não se esquecesse isso.
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13/03/09
Leituras
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03/03/09
Desígnio Inteligente
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21/02/09
Ciência e ideologia
O termo ideologia foi criado no início do século XIX, pelo filósofo francês Destutt de Tracy, e tinha o significado de uma ciência das ideias, tomadas estas como o conjunto de estados da consciência. A fortuna do conceito de ideologia nasce, porém, com a utilização feita do termo por Marx. Para este, a ideologia representava uma visão invertida, distorcida do real. De certa forma, é desta maneira que o Zé Ricardo a utiliza no seu post.
Mas se nós quisermos perceber o fenómeno ideológico, não podemos pôr de lado nem a primeira definição de ideologia dada por de Tracy, nem sequer uma longa arqueologia que terá um momento importante nas Ideias platónicas, e deverá também incluir obrigatoriamente o conceito de “idola”, de Francis Bacon. Também, para essa arqueologia, não é pouco importante a problemática judaica do combate à idolatria, a perversão na crença nos ídolos.
Onde deveremos inscrever a ciência dentro desta problemática? Não será ela uma arma contra toda a idolatria e contra toda a distorção que a ideologia introduz na relação do homem com a realidade? Sim, mas... A ciência não deixa de ser um produto ideológico, se aceitarmos a definição muito genérica dada por de Tracy. A ciência, ao lado de outros fenómenos como a filosofia, o senso comum, o mito, etc., faz parte dos sistemas ideológicos, tomados no sentido geral, com que a humanidade apreende e compreende o mundo. Entre a ideologia política, tomada como forma distorcida de compreensão do real, e a ciência há uma comunidade: são ambas formas de compreensão e de acção sobre o real. Este é um primeiro motivo que permite o aproveitamento pela ideologia política (totalitária ou democrática) da ciência. Esta pela sua natureza ideológica originária presta-se a estes aproveitamentos perversos.
Mas há ainda uma outra razão pela qual deve relativizar-se a primeira proposição do Zé Ricardo: «A Ciência, por princípio e definição, não é ideológica». A ciência não é apenas um produto ideológico, entre outros, produzido pela espécie humana, mas um produto que possui na sua raiz uma decisão ideológica muito específica. A instituição da ciência moderna com Galileu, depois continuada por Newton, etc., constrói um objecto de investigação por decisão ideológica. O que Galileu faz é definir aquilo que deve ser ou não ser considerado natureza para objecto de investigação. Esta decisão não está inscrita na natureza das coisas. Deve-se a uma opção fundada na consciência humana, a uma opção ideológica. Como certas leituras fenomenológicas mostraram, há uma pré-compreensão do que é a natureza, pré-compreensão que determina a definição de objecto de investigação, bem como a construção do corpo teórico, dos processos e métodos de investigação, etc. As ciências, tanto as da natureza como as sociais e humanas, assentam, dessa forma, numa tomada de posição (uma perspectiva unilateral) sobre os respectivos objectos. Desse ponto de vista, a ciência é ideologia e ideologia que se funda num determinado perspectivismo sobre o real. É por isso, pela sua natureza ideológico-perspectivística, que a ciência exerce uma enorme atracção sobre a ideologia política, seja ela de que quadrante for, também ela perspectivística.
Há ainda uma outra questão que mereceria atenção. As ideologias políticas modernas são, em geral, produtos posteriores ao nascimento da ciência moderna. Seria interessante seguir o rasto dessas ideologias e observar o momento e a forma como elas se encontraram com a ciência moderna. Talvez pudéssemos constatar um facto muito curioso: o berço das ideologias políticas modernas, daquelas que pervertem e distorcem a visão da realidade, situa-se no caminho aberto por esse acontecimento seminal que o foi a decisão metodológica de Galileu. Talvez, eu sei que estou a usar uma formulação eufemística, a ideologia política, enquanto visão pervertida da realidade, tenha nascido da sobredeterminação ideológica presente no acto originário que institui a própria ciência. Mais: as ideologias políticas seriam uma espécie de ganga proveniente do impacto social causado pela ciência moderna, uma espécie de espuma causada pela própria sobredeterminação ideológica da ciência. Que essa sobredeterminação ideológica da ciência moderna seja recalcada é aquilo que dá que pensar.
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14/02/09
Heranças
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13/02/09
A santidade científica

Ontem foi dia de S. Darwin. Sempre me espanta o espírito religioso não apenas dos ateus mais acérrimos (a crença na inexistência de Deus é tão religiosa como o seu contrário), mas das gentes da ciência. Na galeria dos santos da ciência há alguns que são inevitáveis. S. Galileu, S. Darwin. Einstein está a caminho da beatificação. Estes santos têm os seus dias de culto e há cerimónias litúrgicas para os incensar. Não vejo, do ponto de vista da propensão geral da humanidade para a superstição, problema nenhum no assunto. No entanto, há duas pequenas coisas que sempre me acodem ao espírito quando vejo este tipo de rituais.
Em primeiro lugar, não esqueço que entre a ciência, produto da aliança entre a razão e a experiência, mediada pela imaginação, e a religião há um efectivo elo de ligação. Comte bem o pressentiu. A religião é um produto da imaginação, fundada numa certa experiência empírica do mundo e articulado pela razão. É do fundo religioso que vai emergir a filosofia, a qual estabelece o nexo, agora oculto, entre religião e ciência. Tende-se a esquecer que ambas são produtos das faculdades humanas e a obnubilar o efectivo traço que existe entre elas. Traço esse, aliás, que se manifesta na santificação e culto dos cientistas.
Em segundo lugar, a minha razão ri-se sempre um pouco (maldita razão céptica) com a pretensão da ciência como explicação do mundo. Não é apenas a revisibilidade a que os conhecimentos científicos estão sujeitos, devido ao progresso da investigação. É mais do que isso. Um dia chegará, poderemos imaginá-lo, em que as explicações científicas, isto é, o empreendimento da ciência, parecerá às mentes mais racionais desse tempo uma coisa tão irrazoável como hoje parece ser, para as mentes racionais, os discursos religiosos de Abraão, de Moisés, de Cristo, de Maomé, de Lao Tsé, etc. E estes discursos, podemos constatá-lo, representaram formas muito interessantes de razoabilização da vida humana.
Esta minha posição não representa uma atitude anticientífica. Mas entedia-me a tentação de absolutização, ainda que subreptícia, de uma coisa que só pode ser relativa e ter um significado relativo, pois é produto do espírito humano. Mas, note-se, o problema não está em retornar às velhas explicações criacionistas para contrapor a Darwin, ou ao cosmos ptolemaico-aristotélico em contraposição a Kepler e a Galileu. O problema é que talvez tenha chegado a hora de se começar a pensar na pós-ciência. Por vezes, interrogo-me que caminhos poderiam ser abertos por uma análise transcendental (atenção, à maneira kantiana) das faculdades humanas, agora porém iluminada pelos contributos da própria ciência, da neurobiologia, por exemplo.
Dir-me-ão: mas não será contraditório fundar-se na ciência a sua ultrapassagem? Eu respondo com duas perguntas: não foi na religião que se encontrou o fundamento da filosofia? Não foi na filosofia que se encontrou o alicerce que fez nascer a ciência?
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27/11/08
Fé na ciência
A ciência é, à partida, uma construção racional. O curioso, porém, é que ela não consegue desligar-se do proselitismo religioso e da necessidade de cultuar os seus santos mártires, e, entre estes, o mais elevado, Galileu Galilei. Aqui, em pleno acto litúrgico, 35 investigadores lêem "Poema para Galileo".
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17/09/08
Economia da testosterona
Uma equipa de investigação da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido, chegou à conclusão que o tipo de pessoa que achamos sexualmente atraente varia em conformidade com os níveis de testosterona (aqui), de cada momento. Depois de muito meditar, achei que o estudo tinha elevado potencial económico. Talvez possa mesmo vir a ser um ponto de viragem na malfadada crise económica. Poder-se-á prever o surgimento, a breve prazo, de um kit com um aferidor salivar de testosterona e as respectivas pílulas hormonais, para casos de baixa produtividade. Vale mais uma pessoa acautelar-se, não vá sentir-se atraída por alguém que, noutro pico de produção glandular, se arrependa. Não faltarão clientes.
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12/05/08
Da impotência dos homens
Há momentos em que a natureza nos recorda de forma dolorosa a nossa precariedade. Um sismo na China, ocorrido hoje, já tem 8500 mortos contados. As contagens, porém, continuam. O recente ciclone na Birmânia fez também um número indefinido de vítimas. Para os diplomatas ocidentais, mais de 100 mil.
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06/05/08
O estranho caso da foca que queria comer o pinguim
O mundo está mesmo fora dos eixos. Não é que agora uma foca macho tentou sem êxito copular com um pinguim-rei. Num mundo em que nada já espanta ninguém, espantaram-se os cientistas sul-africanos que, certamente animados pelo espírito dos reality-shows, acabaram por filmar o evento. Segundo relata o Diário de Notícias, este «foi o primeiro exemplo conhecido de ataque sexual entre animais de duas classes inteiramente diferentes, na circunstância mamíferos e aves.» Os pobres cientistas julgavam que a foca ia tomar o pequeno-almoço e comer, como lhes é habitual, o pobre pinguim. Afinal, a foca estava pensar mesmo em comer o pinguim metaforicamente, como quem diz «comia aquela gaja/o toda/o». Parece que o agressor, é assim que se fala da foca, não conseguiu comer, nem denotativa nem conotativamente, o pinguim, do qual não se conseguiu averiguar o género. Esta impotência científica deixa a humanidade perplexa e em suspenso devido a não saber se as putativas relações sexuais entre “classes inteiramente diferentes” são de natureza homo ou hetero, o que para as futuras aulas de educação sexual seria de uma importância crucial.
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27/04/08
O retorno da fome
No último Jornal Torrejano, Jorge Salgado Simões escrevia na sua rubrica sobre o retorno da fome (ver aqui). Hoje, o Público dá um largo espaço ao problema, publicando o dossiê que vale a pena ler e guardar. A questão não está apenas no retorno em força de um problema que, para nós ocidentais, era coisa do quarto mundo. O problema é também de carácter moral: os êxitos conseguidos no desenvolvimento da ciência técnica e o desinteresse em resolver os problemas, como a fome, que afectam parte significativa da humanidade. Aqui também se pode perceber o que é a mercantilização da ciência e o abandono do Estado da área da investigação, ou a sua submissão às lógicas do mercado. Este visa o interesse daqueles que detém o capital das empresas. Mas há um outro interesse muito mais fundo, que é o interesse geral da humanidade em si mesma. Este interesse só pode ser defendido pelos Estados, se não abandonarem, como o estão a fazer, os homens à sua sorte.
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04/04/08
Robots humanóides e futebol
O Instituto Superior Técnico vai organizar, segundo o De Rerum Natura, o ciclo de conferências “Das Sociedades Humanas às Sociedades Artificiais”. No texto pode ler-se o seguinte: “Em 1997, Garry Kasparov, considerado por muitos dos seus pares como o maior xadrezista de todos os tempos, foi vencido por uma máquina programada: o Deep Blue.” Esfusiantes de entusiasmo, os cientistas ligados à robótica propõem-se o seguinte: “Para alguns dos cientistas que inspiraram originalmente esta iniciativa internacional de investigação e educação em Inteligência Artificial e Robótica [Lisboa o RoboCup 2004 – a edição anual do Campeonato Mundial de Futebol Robótico], o objectivo é que até cerca de 2050 uma equipa de robots humanóides vença num jogo de futebol a equipa humana campeã do mundo da modalidade.” Tudo bem.Mas em toda esta história há uma moral muito interessante e de não menor poder de edificação: a ciência legitimou-se socialmente porque tornava o homem mais poderoso e dominador. A natureza ficava agora derrotada pelo ardil e engenho humano. A vontade de domínio guiou, durante séculos, a vontade de saber. Mas que pulsão habita agora a ciência que se propõe derrotar o próprio homem? Que direcção existencial indica a seta que preside a este tipo de investigação? O que leva uma espécie a procurar aquilo que a há-de derrotar? Se o êxito for tão grande como o que se passou no domínio e submissão da natureza, então o que espera a espécie humana parece ser um daqueles destinos distópicos de que fala a ficção científica. Será que teremos de voltar às lições, sobre Eros e Tanatos, do doutor Freud?
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