
Tenho de reconhecer talento político no acordo alcançado por Isabel Alçada. Conseguir que a FENPROF o assinasse é obra. Talvez tenha razão em dizer que a sociedade acolheu bem o "virar de página" no sector da educação. No entanto, e apesar da simpatia e da gentileza da senhora Ministra, estão criadas as condições para que o pior se propague ainda com mais força.
Explico-me. O problema principal da educação não foi resolvido com o acordo. Mais, o acordo pouco ou nada contribui para a sua resolução. Serve para pacificar o sector e repõe alguma justiça na relação da sociedade portuguesa com os professores. Mas o problema número um da educação, contrariamente ao que pensava o anterior governo, reside nos alunos (não em todos, pois há excelentes alunos), na sua cultura e na cultura da sociedade portuguesa perante o trabalho, o esforço e o rigor. Por melhor que seja um professor, se o aluno não quiser estudar e trabalhar, os resultados não aparecerão, a não ser por prestidigitação, como tornar os exames tão fáceis que...
Agora que tudo está pacificado, vai voltar o tempo das ilusões, nas quais os professores, embalados pelas concessões feitas, serão cúmplices e vítimas. Que ilusões são essas? Que basta nós (refiro-me aos professores) querermos muito para que as nossas crianças, jovens e respectivas famílias deixem de ser o que são e de possuir a cultura que possuem. Que basta a acção do professores para os alunos sentirem-se motivados e passarem a estudantes exemplares. Ouvem-se os ventos rosnar. A tormenta da burocracia e do eduquês espreita, de novo, atrás da porta. Gostaria muito de estar enganado.
Concordo em absoluto.
ResponderEliminarE estou do outro lado da suposta barricada!!! Sou Mãe...
Gosava muito de ver os Profesores a fazerem greve, recusando-se a leccionar a quem nãoquer aprender, a estancarem perante aqueles que aparentemente mudam de ano lectivo sem terem sedimntos os mais rudimentares conhecimentos...
Talvez alguns alunos e aguns Pais fossem solidários...
o problema da manipulação estatística é, entre outros, o facto de tornar o conhecimento despropositado, basta iludir uma grelha, preencher uns parâmetros e segue-se em frente até ao vazio...
Perdoe o desabafo mas acredite que sei do que falo...
Julgo que a ideia é mesmo essa, a de ir até ao vazio. Isso passa-se em quase todo o Ocidente. O problema, porém, é que a escola pública já não é escola, tornou-se apenas pública. Quem puder, e tiver à disposição, porá os filhos em bons colégios privados (muitos não são grande coisa). O destino da plebe democrática pouco comove as elites políticas.
ResponderEliminarCumprs.
jcm
É difícil passar a verdade que perpassa neste post! Quem deveria ser autoridade em meio escolar é o centro de uma arena, de um povo que tem sido mentalizado na vitimização!
ResponderEliminarA anarquia era preferível a este estado de coisas, onde a ignorância é a autoridade!
permita-me corrigir alguns erros do comentário que fiz.
ResponderEliminarSedimentado alguns.
aparentemente algumas teclas do meu Pc não estão a funcionar sem pressão ( parecem alguns alunos...)
Bem visto.
ResponderEliminarabraço